Mercedes-Benz e BYD travam guerra de descontos pelos táxis da Alemanha
Mercedes-Benz recupera espaço com desconto de 24% na Classe E, enquanto a chinesa BYD avança com uma ofensiva agressiva no segmento de táxis e mira ampliar fortemente sua presença na Alemanha até 2027
O mercado de táxis da Alemanha, historicamente associado à imagem da Mercedes-Benz, voltou a se transformar em um importante campo de batalha para a indústria automobilística. Depois de reduzir sua presença no segmento em meio à estratégia de priorização dos veículos de maior margem e posicionamento premium, a marca alemã começou a reagir para recuperar parte do espaço perdido.
A principal arma é o preço.
A Mercedes-Benz passou a oferecer desconto de 24% para empresas de táxi na compra da Classe E, enquanto a chinesa BYD iniciou uma ofensiva específica para o setor de transporte profissional, apostando em descontos agressivos, veículos eletrificados e uma estrutura de conversão voltada para atender frotistas.
Segundo dados citados pelo jornal Handelsblatt, a Mercedes-Benz respondeu por 18% dos novos táxis registrados na Alemanha entre janeiro e junho de 2026, mais que o dobro dos 8% registrados no mesmo período de 2025.
O avanço mostra que a estratégia comercial começou a produzir resultados. Mas a Mercedes agora enfrenta uma ameaça que praticamente não existia no mercado alemão de táxis alguns anos atrás: o crescimento acelerado das fabricantes chinesas, especialmente da BYD.
A Mercedes-Benz já voltou a promover oficialmente a Classe E para o segmento profissional na Alemanha, enquanto a BYD lançou em julho de 2026 uma ofensiva específica para táxis e empresas de transporte.
Mercedes-Benz volta a disputar o mercado que ajudou a construir
Durante décadas, era praticamente impossível falar sobre táxis na Alemanha sem pensar na Mercedes-Benz.
Modelos como:
- Mercedes-Benz W123;
- W124;
- C-Class;
- E-Class;
- Vito;
foram utilizados durante anos por taxistas em diversas cidades alemãs.
A imagem do tradicional táxi em tom marfim, conhecido como Hellelfenbein, tornou-se fortemente associada aos veículos da marca.
Entretanto, essa relação começou a mudar.
Com a estratégia de priorizar modelos mais rentáveis e fortalecer o posicionamento da marca no segmento premium, a Mercedes reduziu seu foco nos táxis. Os volumes do setor passaram a não justificar, segundo a estratégia adotada, o desenvolvimento de soluções específicas de fábrica.
As consequências foram expressivas.
Dados publicados anteriormente pelo Handelsblatt mostraram que as novas matrículas de táxis da Mercedes-Benz caíram 71% nos primeiros oito meses de 2024, quando comparadas ao mesmo período do ano anterior.
A ausência de uma ofensiva comercial mais forte abriu espaço para outras fabricantes.
A Classe E voltou a ser o centro da estratégia
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A recuperação da Mercedes no segmento está sendo conduzida principalmente pela Classe E.
Embora a empresa não tenha retomado a produção de táxis completamente convertidos na fábrica, o modelo voltou a receber atenção comercial específica para empresas de transporte de passageiros.
A Mercedes-Benz passou a oferecer a Classe E com condições especiais e suporte para adaptação por empresas especializadas.
A montadora informa que o veículo pode ser utilizado no segmento profissional e destaca fatores como conforto, sistemas de assistência e confiabilidade para o trabalho diário. Entretanto, a conversão específica para táxi, incluindo equipamentos como taxímetro e identificação visual, continua sendo realizada por fornecedores externos.
Desconto de 24% muda a equação
O principal fator da recuperação da Mercedes é financeiro.
A associação alemã de táxis TMV divulgou, em janeiro de 2026, condições comerciais que incluíam 24% de desconto na Classe E para o setor profissional. A oferta foi posteriormente confirmada como parte de uma iniciativa mais ampla voltada ao segmento.
Para uma empresa de táxi, um desconto dessa magnitude pode alterar significativamente o cálculo do investimento.
Isso porque o custo de aquisição é apenas uma parte da operação.
O proprietário também precisa considerar:
- consumo de combustível;
- manutenção;
- seguro;
- valor de revenda;
- tempo de veículo parado;
- custo de adaptação;
- financiamento;
- garantia;
- disponibilidade de peças.
A Mercedes-Benz ainda oferece pacotes específicos de garantia para veículos utilizados como táxi, com diferentes opções de prazo e quilometragem.
Mercedes mais que dobrou participação em um ano
A resposta do mercado foi rápida.
Segundo a apuração citada pelo Handelsblatt, a participação da Mercedes-Benz nas novas matrículas de táxis passou de 8% no primeiro semestre de 2025 para 18% no mesmo período de 2026.
Na prática, a marca mais que dobrou sua presença no mercado de novos táxis em apenas um ano.
O movimento é importante porque mostra que a Mercedes ainda possui vantagens competitivas relevantes.
Entre elas estão:
- tradição no segmento;
- forte reconhecimento da marca;
- ampla rede de assistência;
- histórico de utilização profissional;
- alto conforto;
- disponibilidade da Classe E;
- possibilidade de financiamento;
- valor de revenda.
Porém, a reação da Mercedes acontece em um momento em que o mercado está muito mais competitivo.
BYD identifica uma oportunidade deixada pela Mercedes
A retirada gradual da Mercedes-Benz do mercado de táxis criou uma oportunidade para novos concorrentes.
A BYD decidiu aproveitar essa lacuna.
Em julho de 2026, a fabricante chinesa anunciou oficialmente uma ofensiva para os segmentos de táxi e transporte executivo na Alemanha.
A estratégia não envolve apenas a venda de carros.
A empresa está oferecendo uma solução voltada para o uso profissional, com:
- veículos eletrificados;
- condições comerciais especiais;
- parceiros especializados em conversão;
- suporte para táxis e empresas de aluguel;
- disponibilidade de veículos;
- diferentes opções de propulsão.
A ofensiva começou com o BYD Seal 6 DM-i Touring, um modelo híbrido plug-in voltado para operações que exigem alta autonomia e uso intensivo. A BYD também informou que pretende ampliar a oferta para o setor com o Atto 3 EVO e o Sealion 7.
O Seal 6 DM-i Touring é a principal aposta da BYD
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A escolha do BYD Seal 6 DM-i Touring não foi por acaso.
O modelo reúne características interessantes para o trabalho de um táxi.
O veículo oferece:
- carroceria perua;
- amplo espaço interno;
- tecnologia híbrida plug-in;
- até 100 km de autonomia elétrica;
- autonomia combinada de até 1.350 km no ciclo WLTP.
Para um veículo utilizado diariamente, a possibilidade de combinar eletricidade e motor a combustão pode reduzir a preocupação com a infraestrutura de recarga em viagens longas ou turnos extensos.
BYD aposta em desconto ainda maior
Se a Mercedes está utilizando um desconto de 24%, a BYD aparece com uma política ainda mais agressiva.
Segundo informações do setor, o desconto comercial destinado a operadores profissionais pode chegar a 37% para determinados veículos da ofensiva de táxis.
O BYD Seal 6 DM-i Touring, em sua configuração Comfort, aparece no mercado alemão com preço regular de 49.990 euros, enquanto o pacote direcionado ao setor profissional pode reduzir significativamente o custo de aquisição.
Essa diferença mostra que a disputa não está sendo travada apenas com argumentos de tecnologia ou tradição.
O preço se tornou uma arma central.
Guerra de descontos: Mercedes x BYD
| Estratégia | Mercedes-Benz | BYD |
|---|---|---|
| Principal modelo | Classe E | Seal 6 DM-i Touring |
| Desconto citado | 24% | Até 37% em condições específicas |
| Propulsão | Diesel em versões voltadas ao setor | Híbrida plug-in |
| Conversão | Empresas externas | Parceiros especializados |
| Foco | Recuperar participação | Ganhar espaço rapidamente |
| Diferencial | Tradição e rede de assistência | Preço e eletrificação |
| Disponibilidade | Rede Mercedes | Estrutura dedicada ao segmento |
As condições comerciais podem variar conforme empresa, versão, período e tipo de operação.
BYD quer vender uma solução completa
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Um dos principais desafios para qualquer marca que queira entrar no mercado de táxis é a adaptação do veículo.
Não basta simplesmente vender um carro.
É necessário instalar ou preparar componentes como:
- taxímetro;
- sistemas de comunicação;
- dispositivos de emergência;
- identificação visual;
- iluminação de teto;
- equipamentos específicos exigidos localmente.
Para resolver esse problema, a BYD estruturou uma rede com quatro parceiros especializados em conversão.
A empresa também informou que mantém veículos disponíveis para atender a demanda profissional com maior rapidez. Segundo informações divulgadas sobre a operação, cerca de 100 unidades podem permanecer disponíveis para entrega e conversão.
Essa estratégia reduz uma das principais barreiras para empresas interessadas em mudar de fabricante.
O mercado de táxis alemão está ficando mais eletrificado
A entrada da BYD também mostra uma transformação maior.
Durante décadas, os táxis alemães foram dominados por veículos movidos a diesel.
Agora, o cenário está mudando.
A busca por menores custos operacionais e a expansão das zonas de restrição ambiental estão acelerando a procura por alternativas eletrificadas.
A BYD possui vantagem justamente por ter uma ampla gama de modelos elétricos e híbridos plug-in.
Em maio de 2026, a marca se tornou líder no mercado alemão de veículos híbridos plug-in, registrando 4.290 unidades e participação de 15,35% no segmento naquele mês.
Isso mostra que a fabricante não está entrando no mercado de táxis de forma isolada.
A ofensiva faz parte de uma expansão maior da BYD na Alemanha.
BYD cresce rapidamente no mercado alemão
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A expansão da fabricante chinesa na Alemanha vem sendo acelerada.
No primeiro semestre de 2026, a BYD registrou 26.252 novos veículos, crescimento de 315% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando participação de 1,8% no mercado alemão de automóveis.
A rede de distribuição também está crescendo rapidamente.
Em julho de 2026, a BYD informou ter alcançado 200 contratos de concessionárias na Alemanha, contra apenas 26 pontos no início de 2025.
Para uma empresa que pretende conquistar operadores profissionais, uma rede maior é fundamental.
Afinal, um táxi não pode ficar parado por muito tempo.
BYD mira mil táxis na Alemanha em 2027
A meta relatada para o próximo ano é ambiciosa.
A BYD pretende ampliar fortemente sua presença no setor e mira mil veículos destinados ao mercado alemão de táxis em 2027, segundo informações citadas pela imprensa alemã.
Se o objetivo for alcançado, a marca chinesa poderá se tornar uma presença relevante em um mercado que durante décadas foi praticamente sinônimo de Mercedes-Benz.
O plano ganha força justamente porque a BYD oferece uma combinação difícil de ignorar:
preço competitivo + tecnologia híbrida + autonomia elevada + veículos disponíveis + estrutura de conversão.
A Mercedes ainda tem uma vantagem importante: confiança
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Apesar da ofensiva chinesa, a Mercedes-Benz não está começando do zero.
A marca possui décadas de experiência no mercado de transporte profissional.
Para muitos operadores, a Classe E ainda representa:
- confiabilidade;
- conforto para passageiros;
- imagem premium;
- valor de revenda;
- facilidade de manutenção;
- disponibilidade de serviços.
A própria Mercedes-Benz continua oferecendo soluções de garantia específicas para táxis e veículos de uso profissional.
Isso significa que a disputa não será vencida apenas pelo menor preço.
O problema da margem continua existindo
A questão central é que o mercado de táxis tradicionalmente trabalha com margens menores do que o segmento premium.
Para uma fabricante de luxo, isso cria um dilema.
Por um lado, o volume de vendas pode ser interessante.
Por outro, grandes descontos podem reduzir a rentabilidade por unidade.
A Mercedes-Benz abandonou parte desse mercado justamente porque passou a priorizar veículos de maior valor agregado.
Agora, porém, a marca parece ter concluído que permitir que concorrentes ocupem completamente esse espaço pode ter consequências negativas.
A participação de mercado também possui valor estratégico.
Um veículo de táxi é uma vitrine permanente.
Táxi é publicidade sobre rodas
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Esse fator pode ser especialmente importante para uma marca.
Um táxi percorre milhares de quilômetros e é visto diariamente por milhares de pessoas.
Por isso, estar presente no setor significa manter a marca exposta nas ruas.
Durante décadas, essa exposição funcionou naturalmente para a Mercedes-Benz.
Agora, fabricantes como a BYD podem utilizar a mesma estratégia.
Um número crescente de veículos chineses trabalhando diariamente como táxi pode ajudar a reduzir a resistência de consumidores às novas marcas.
O preço do BYD pode ser decisivo
A grande força da fabricante chinesa é sua capacidade de competir em preço.
A BYD possui grande escala global e forte integração na cadeia de produção de veículos eletrificados.
Isso permite que a empresa utilize descontos agressivos para conquistar participação de mercado.
No caso dos táxis, a estratégia é especialmente eficiente.
Um operador profissional geralmente analisa o veículo de forma diferente de um consumidor comum.
A pergunta principal não é apenas:
“Qual carro eu gosto mais?”
Mas sim:
“Qual veículo vai gerar menor custo por quilômetro e maior retorno financeiro?”
Nesse cenário, um desconto de 30% ou mais pode alterar completamente a decisão de compra.
Mercedes responde com a força da Classe E
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A Classe E continua sendo um dos principais símbolos do transporte executivo e profissional na Europa.
A Mercedes tenta utilizar essa reputação como diferencial.
A atual geração oferece:
- alto nível de conforto;
- grande espaço interno;
- tecnologias de assistência;
- eficiência;
- ampla rede de serviços;
- imagem reconhecida pelos passageiros.
A estratégia da marca é transformar essas características em um argumento econômico.
Com o desconto de 24%, a Classe E se torna mais competitiva para operadores que desejam continuar utilizando um modelo premium.
A conversão externa é um ponto sensível
Existe, entretanto, uma diferença importante entre a estratégia atual e o passado.
A Mercedes-Benz não voltou a produzir um táxi completamente convertido na fábrica.
A Classe E pode ser preparada para o setor profissional, mas a conversão específica continua dependendo de empresas especializadas.
A própria página alemã da Mercedes informa que a identificação visual e os equipamentos específicos não estão incluídos automaticamente e podem ser adicionados posteriormente por fornecedores externos.
A BYD também utiliza parceiros externos.
Portanto, as duas marcas disputam o mercado por meio de uma estrutura semelhante.
A diferença está na agressividade comercial.
A BYD quer usar os táxis para aumentar sua presença na Alemanha
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A ofensiva vai além das vendas imediatas.
A BYD está em um momento de forte expansão na Alemanha.
A marca estabeleceu como objetivo superar 50 mil novos registros no país em 2026, mais que o dobro do volume registrado em 2025.
O mercado de táxis pode ajudar nessa estratégia.
Além de gerar vendas diretas, os veículos também aumentam a visibilidade da marca.
Um passageiro que utiliza um BYD como táxi pode ter seu primeiro contato com a marca dentro de um veículo.
Para uma fabricante chinesa que ainda está construindo reputação na Europa, essa exposição pode ser extremamente valiosa.
Não é apenas Mercedes contra BYD
Embora o confronto entre as duas fabricantes chame mais atenção, o mercado de táxis alemão possui outros competidores.
A Toyota, por exemplo, ganhou espaço durante o período em que a Mercedes reduziu sua atuação no segmento.
Modelos híbridos passaram a ser vistos como uma solução eficiente para operações urbanas.
A entrada da BYD, portanto, torna o mercado ainda mais competitivo.
Agora, os operadores podem escolher entre:
- diesel;
- híbridos convencionais;
- híbridos plug-in;
- veículos elétricos.
A disputa também deixa de ser exclusivamente entre marcas tradicionais europeias.
O Seal 6 DM-i pode ser a principal ameaça à Classe E?
Do ponto de vista de imagem, os dois modelos ocupam posições diferentes.
A Classe E é um automóvel premium de uma marca tradicional.
O Seal 6 DM-i Touring chega com uma proposta mais racional.
Mas, para um operador de táxi, essa diferença pode ser menos importante.
O que realmente importa é:
- preço;
- consumo;
- autonomia;
- espaço;
- confiabilidade;
- manutenção;
- disponibilidade;
- valor residual.
A BYD acredita que o Seal 6 DM-i Touring consegue atender a esses requisitos.
BYD Seal 6 DM-i Touring x Mercedes Classe E para táxi
| Item | BYD Seal 6 DM-i Touring | Mercedes-Benz Classe E |
|---|---|---|
| Marca | BYD | Mercedes-Benz |
| Tipo de propulsão | Híbrida plug-in | Diesel em ofertas voltadas ao setor |
| Autonomia elétrica | Até 100 km WLTP | Não aplicável |
| Autonomia combinada | Até 1.350 km WLTP | Depende da versão |
| Carroceria | Perua | Sedã e perua |
| Estratégia comercial | Descontos agressivos | 24% de desconto |
| Conversão | Parceiros especializados | Empresas externas |
| Principal argumento | Custo e eletrificação | Tradição e conforto |
Os dados de autonomia do BYD são os divulgados pela fabricante para o Seal 6 DM-i Touring no mercado alemão.
O que essa disputa mostra sobre a indústria automobilística?
A batalha pelos táxis alemães é um exemplo interessante da mudança que está acontecendo na indústria.
Durante décadas, a Mercedes-Benz possuía uma posição quase natural nesse mercado.
Agora, a marca precisa utilizar descontos para recuperar participação.
Ao mesmo tempo, uma fabricante chinesa utiliza sua capacidade de produção e sua política agressiva de preços para entrar em um dos mercados mais tradicionais da Europa.
A situação mostra três tendências importantes:
1. Marcas chinesas estão entrando em novos segmentos
A expansão não está mais limitada aos carros elétricos vendidos para consumidores particulares.
Empresas como a BYD estão mirando:
- frotas;
- táxis;
- aluguel de veículos;
- empresas;
- transporte profissional.
2. O preço voltou a ser uma arma importante
O mercado automotivo europeu está enfrentando uma nova guerra comercial.
Descontos que antes seriam considerados extremamente agressivos estão se tornando ferramentas estratégicas.
3. A eletrificação chega ao transporte profissional
O segmento de táxis, tradicionalmente dominado por veículos a diesel, está abrindo espaço para híbridos plug-in e elétricos.
A Mercedes conseguiu recuperar terreno, mas a guerra está apenas começando
O salto de 8% para 18% na participação dos novos táxis mostra que a estratégia de descontos da Mercedes-Benz está funcionando.
A marca conseguiu interromper parte da perda de espaço e voltou a se posicionar como uma opção relevante.
Mas a BYD chega com uma estratégia ainda mais agressiva.
A fabricante chinesa não precisa apenas vender carros.
Ela precisa conquistar confiança.
E uma das formas mais rápidas de fazer isso é colocar seus veículos para trabalhar diariamente nas ruas alemãs.
Conclusão
A guerra pelos táxis da Alemanha se transformou em mais um capítulo da disputa entre fabricantes tradicionais e montadoras chinesas.
A Mercedes-Benz, que durante décadas dominou o imaginário do táxi alemão, voltou a investir no segmento com desconto de 24% na Classe E e conseguiu mais que dobrar sua participação nas novas matrículas no primeiro semestre de 2026.
Do outro lado, a BYD está aproveitando a lacuna deixada pela antiga estratégia da rival.
Com o Seal 6 DM-i Touring, descontos agressivos, rede de parceiros para conversão e uma meta ambiciosa para 2027, a fabricante chinesa quer transformar o mercado profissional em uma nova frente de crescimento na Alemanha.
A disputa será particularmente interessante porque coloca frente a frente duas filosofias completamente diferentes.
A Mercedes vende tradição, marca e experiência. A BYD vende preço, eletrificação e custo operacional.
Para os taxistas, a escolha dependerá cada vez mais de uma conta simples:
qual veículo oferece o melhor retorno financeiro por quilômetro rodado?
E, pela primeira vez em décadas, a resposta pode não trazer obrigatoriamente uma estrela na grade.
Fontes oficiais e informações adicionais
Mercedes-Benz – soluções para táxis na Alemanha
BYD Alemanha – ofensiva para táxis e empresas de transporte
Mercedes-Benz – garantia específica para táxis
FOTO: “Imagem ilustrativa — não corresponde exatamente ao modelo real.”
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