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Gordon Murray S1: releitura moderna do McLaren F1 chega com V12 de 12.100 rpm e câmbio manual

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Gordon Murray S1: releitura moderna do McLaren F1 chega com V12 de 12.100 rpm e câmbio manual

Novo supercarro da Gordon Murray Special Vehicles resgata a posição central de condução, três lugares e filosofia analógica do McLaren F1. Produção será limitada a apenas 64 unidades

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O legado do McLaren F1 acaba de ganhar um novo capítulo pelas mãos de seu próprio criador. Durante a Monterey Car Week 2026, na Califórnia, o projetista britânico Gordon Murray apresentou oficialmente o GMSV S1, supercarro desenvolvido pela Gordon Murray Special Vehicles que combina referências diretas ao lendário F1 com tecnologia moderna e uma proposta mais voltada para viagens de longa distância.

O S1 foi concebido como uma interpretação contemporânea da filosofia que tornou o McLaren F1 um dos automóveis mais importantes da história: baixo peso, motor aspirado de alta rotação, câmbio manual, posição central do motorista e mínima interferência eletrônica na experiência de condução.

A produção será limitada a apenas 64 exemplares, todos configurados individualmente pelos proprietários. Segundo informações divulgadas após a apresentação, as unidades já foram destinadas a clientes.

Gordon Murray volta a trabalhar sobre a filosofia do McLaren F1

Para entender o S1, é necessário voltar aos anos 1990.

Gordon Murray foi o responsável pelo projeto do McLaren F1, apresentado em 1992 e produzido em pequena escala a partir de 1993. O modelo revolucionou o mercado ao combinar uma construção extremamente leve, motor V12 aspirado, câmbio manual e uma configuração de três lugares com o motorista sentado no centro.

Décadas depois, Murray continua defendendo a mesma filosofia.

Seu atual portfólio inclui modelos como o T.50 e o T.33, mas o S1 representa uma abordagem diferente: um automóvel criado pela nova divisão Gordon Murray Special Vehicles (GMSV), dedicada a projetos especiais, encomendas de baixa produção e veículos desenvolvidos em estreita colaboração com seus clientes.

A divisão foi criada em 2025 e já havia apresentado projetos como o S1 LM, uma interpretação extremamente radical do McLaren F1 GTR vencedor de Le Mans em 1995.

S1 é uma evolução do S1 LM, mas com proposta diferente

Embora os nomes sejam semelhantes, existe uma diferença fundamental entre os dois projetos.

O S1 LM foi concebido com foco muito maior em desempenho e inspiração no automobilismo. O modelo possui apenas cinco unidades e recebeu uma configuração extremamente agressiva.

O novo S1, por outro lado, foi desenvolvido para ser mais utilizável na estrada.

A aerodinâmica é menos extrema, a suspensão foi recalibrada para proporcionar maior conforto e a cabine recebeu mais isolamento acústico, bancos mais confortáveis e recursos adicionais para viagens.

A ideia é permitir que o proprietário utilize o carro em trajetos longos, sem abrir mão da experiência de um supercarro analógico.

Motor V12 aspirado chega a impressionantes 12.100 rpm

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O coração do GMSV S1 é um dos elementos mais impressionantes do projeto.

Trata-se de um V12 naturalmente aspirado de 4,2 litros desenvolvido pela Cosworth, capaz de entregar aproximadamente 681 cv e 500 Nm de torque.

Mas o número que realmente chama atenção é o limite de rotação.

O motor pode chegar a 12.100 rpm.

Isso coloca o S1 em uma categoria extremamente rara de automóveis de rua capazes de trabalhar em rotações tão elevadas.

O propulsor utiliza componentes de baixo peso, incluindo válvulas e bielas de titânio, além de lubrificação por cárter seco.

Números do V12

  • Arquitetura: V12
  • Cilindrada: 4,2 litros
  • Aspiração: natural
  • Potência: 681 cv
  • Torque: 500 Nm
  • Rotação máxima: 12.100 rpm
  • Desenvolvimento: Cosworth
  • Lubrificação: cárter seco
  • Transmissão: manual de seis marchas

O câmbio manual é parte essencial do projeto

Em uma época em que supercarros estão cada vez mais dependentes de transmissões automatizadas de dupla embreagem, o S1 segue outro caminho.

O motor V12 é ligado exclusivamente a um câmbio manual de seis velocidades.

Essa escolha não é apenas uma questão de tradição.

Para Gordon Murray, a interação física entre motorista, câmbio e motor é parte fundamental da experiência.

O motorista precisa controlar as trocas de marcha, escolher o momento correto para reduzir e explorar progressivamente a faixa de rotação do V12.

É uma abordagem praticamente oposta à tendência atual de automatizar cada vez mais a condução.

Posição central do motorista continua presente

Talvez a característica mais importante herdada do McLaren F1 seja a posição de condução.

O S1 mantém o motorista sentado no centro da cabine, com dois passageiros posicionados ligeiramente atrás, um de cada lado.

Essa configuração cria uma experiência completamente diferente da encontrada em um supercarro convencional.

O motorista fica alinhado ao centro geométrico do veículo, proporcionando uma percepção muito particular das dimensões do carro.

Também há uma vantagem prática: a posição central permite uma referência visual mais equilibrada durante a condução.

Três lugares: uma configuração quase desaparecida

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A disposição de três lugares é uma das características mais marcantes do projeto.

O motorista ocupa o assento central, enquanto os dois passageiros ficam posicionados atrás e ligeiramente para os lados.

É exatamente a mesma filosofia utilizada no McLaren F1.

Pouquíssimos carros de produção adotaram essa solução.

No S1, entretanto, a configuração não é apenas uma homenagem histórica. Ela continua sendo parte da identidade do projeto.

Carroceria de fibra de carbono

O S1 utiliza uma carroceria construída em fibra de carbono, contribuindo para manter o peso extremamente baixo.

Apesar de oferecer mais equipamentos e conforto que o S1 LM, o novo supercarro continua pesando menos de 1.000 kg em configuração seca, segundo informações divulgadas sobre o modelo.

Esse dado é particularmente impressionante quando se considera que o S1 possui um motor V12, interior para três ocupantes e equipamentos voltados para utilização em viagens.

A estratégia é clara: em vez de simplesmente aumentar a potência, Gordon Murray continua apostando na redução de massa.

Baixo peso é mais importante que números absolutos

A filosofia de Gordon Murray sempre colocou o peso no centro do desenvolvimento.

Um automóvel mais leve exige menos potência para acelerar, freia com maior facilidade e tende a apresentar respostas mais rápidas nas mudanças de direção.

No S1, essa filosofia é combinada com 681 cv.

Isso resulta em uma relação peso/potência extremamente favorável.

Mais importante, porém, é a sensação de condução.

Um carro leve transmite ao motorista uma percepção diferente de velocidade e movimento, sem depender exclusivamente de sistemas eletrônicos para produzir desempenho.

Design é inspirado no McLaren F1, mas não é uma cópia

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Visualmente, o S1 apresenta várias referências ao F1 original.

Entre os elementos mais evidentes estão:

  • cabine central;
  • três lugares;
  • proporções compactas;
  • entradas de ar;
  • portas de abertura vertical;
  • tomada de ar sobre o teto;
  • desenho limpo;
  • superfícies de carroceria em fibra de carbono.

Entretanto, o S1 não é simplesmente uma reprodução moderna do McLaren F1.

Gordon Murray trabalhou em uma carroceria própria, com soluções contemporâneas e uma identidade visual específica para a GMSV.

Portas com abertura vertical

As portas do S1 também ajudam a reforçar sua identidade.

O sistema permite acesso mais fácil à cabine sem exigir uma grande abertura lateral convencional.

Essa solução combina estética e funcionalidade.

No interior, a posição central do motorista também cria uma experiência visual bastante diferente assim que a porta é aberta.

Entrada de ar no teto

Outro elemento claramente associado ao legado do F1 é a entrada de ar montada sobre o teto.

Ela canaliza o ar para o sistema de admissão do motor e também reforça a aparência esportiva do veículo.

É um detalhe que remete diretamente à linguagem desenvolvida por Murray nos anos 1990, mas reinterpretado para um automóvel moderno.

Aerodinâmica mais discreta que no S1 LM

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O S1 LM possui uma aparência muito mais agressiva, com grandes elementos aerodinâmicos inspirados no F1 GTR.

No S1, esses componentes foram reduzidos.

A ideia é proporcionar uma condução mais confortável e previsível na estrada.

O novo modelo conta com aerodinâmica ativa integrada, em vez de depender de grandes asas e dispositivos externos.

Isso permite manter o desenho relativamente limpo sem abrir mão da estabilidade em alta velocidade.

Suspensão foi desenvolvida para viagens

A suspensão também recebeu tratamento específico.

Comparado ao S1 LM, o novo S1 possui uma configuração mais confortável, com maior altura livre do solo e calibração destinada a absorver melhor irregularidades.

A diferença pode parecer pequena no papel, mas é fundamental para um carro que pretende ser utilizado em viagens longas.

O objetivo de Gordon Murray é que o proprietário possa sair de Los Angeles e dirigir até Monterey, por exemplo, sem transformar a viagem em uma experiência desconfortável.

Um supercarro que também quer ser GT

Essa é uma das grandes diferenças do S1.

Ele não foi criado exclusivamente para circuito.

A proposta é oferecer o desempenho e o envolvimento de um supercarro, mas com características suficientes para realizar viagens.

Por isso, o projeto recebeu:

  • maior isolamento acústico;
  • bancos mais confortáveis;
  • sistema de áudio leve;
  • recursos de conectividade;
  • materiais premium;
  • melhor acesso à cabine;
  • suspensão menos rígida.

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O resultado é um automóvel que se aproxima do conceito de Grand Touring, mas sem abandonar a filosofia analógica.

Interior mistura tradição e tecnologia

O interior segue uma abordagem minimalista.

O painel centraliza informações importantes para o motorista, enquanto telas digitais complementam os instrumentos analógicos.

A intenção não é criar um ambiente completamente digital.

Pelo contrário: o S1 preserva uma relação visual com os instrumentos mecânicos e com a condução tradicional.

O resultado é um cockpit que parece moderno sem perder a personalidade de um carro criado para ser dirigido.

Materiais sob medida

Como acontece com os demais projetos da GMSV, cada S1 poderá ser configurado individualmente.

Os clientes terão liberdade para escolher:

  • cores externas;
  • materiais internos;
  • revestimentos;
  • tecidos;
  • couro;
  • acabamentos;
  • detalhes personalizados.

Isso significa que praticamente nenhuma unidade precisará ser exatamente igual à outra.

Produção limitada a 64 unidades

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A exclusividade do S1 é levada ao extremo.

A GMSV produzirá apenas 64 exemplares.

O número é muito superior às cinco unidades do S1 LM, mas ainda representa uma produção extremamente pequena.

A decisão de produzir 64 unidades também mostra que a GMSV pretende transformar o S1 em uma família mais ampla de projetos especiais, em vez de tratar cada carro como uma série de apenas dois ou três exemplares.

Segundo a imprensa especializada, a demanda foi suficientemente forte para que a empresa ampliasse a produção planejada inicialmente. As 64 unidades já foram destinadas a clientes.

Quanto custa o GMSV S1?

O preço oficial do S1 não foi divulgado publicamente.

Entretanto, considerando a produção limitada, o desenvolvimento sob medida, a carroceria de carbono, o motor Cosworth e a complexidade do projeto, o modelo está claramente posicionado no segmento de supercarros de milhões de dólares.

É importante não confundir o S1 com o S1 LM.

O S1 LM alcançou recentemente valores extraordinários no mercado de colecionadores. Um exemplar foi vendido em leilão por mais de US$ 20 milhões, demonstrando a valorização que projetos extremamente limitados de Gordon Murray podem alcançar.

Esse valor, porém, não representa o preço oficial do S1.

S1 não é um novo McLaren

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Apesar das referências claras ao McLaren F1, existe uma diferença importante.

O S1 não é produzido pela McLaren.

O carro é desenvolvido pela Gordon Murray Special Vehicles, divisão ligada à Gordon Murray Automotive.

Gordon Murray deixou sua marca na história da McLaren ao liderar o projeto do F1, mas atualmente trabalha em sua própria empresa.

Portanto, o S1 é uma interpretação moderna da filosofia de seu criador, não uma continuação oficial da linha McLaren.

O legado do McLaren F1 permanece evidente

O McLaren F1 continua sendo uma referência central para Gordon Murray.

O modelo original combinava:

baixo peso + V12 aspirado + câmbio manual + três lugares + posição central + aerodinâmica eficiente.

O S1 recupera praticamente todos esses elementos.

A diferença está no contexto.

O F1 foi desenvolvido em uma época na qual a tecnologia digital ainda não dominava os automóveis de alto desempenho.

O S1 utiliza materiais, engenharia e recursos modernos, mas procura manter a experiência física e mecânica.

S1 x McLaren F1

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Característica McLaren F1 GMSV S1
Motor V12 aspirado V12 aspirado
Cilindrada 6,1 litros 4,2 litros
Potência cerca de 627 cv 681 cv
Transmissão Manual, 6 marchas Manual, 6 marchas
Layout Motor central Motor central
Lugares 3 3
Motorista Central Central
Carroceria Fibra de carbono Fibra de carbono
Filosofia Analógica Analógica
Produção 106 exemplares aproximadamente 64 unidades
Época Década de 1990 2026

Os números mostram algo interessante: mesmo com um V12 menor, o S1 consegue produzir mais potência que o F1 original graças à evolução da engenharia, dos materiais e do desenvolvimento da Cosworth.

S1 x S1 LM: qual é a diferença?

Característica S1 S1 LM
Proposta GT/supercarro de estrada Alta performance
Motor V12 4.2 aspirado V12 4.3 aspirado
Potência 681 cv Mais de 700 cv
Giro máximo 12.100 rpm 12.100 rpm
Câmbio Manual de 6 marchas Manual de 6 marchas
Lugares 3 3
Aerodinâmica Mais discreta/ativa Extremamente agressiva
Conforto Maior Menor
Produção 64 unidades 5 unidades
Foco Viagens e estrada Desempenho e exclusividade

A comparação deixa claro que o S1 não pretende substituir o S1 LM.

Ele ocupa uma posição mais ampla e utilizável.

Um V12 que dispensa eletrificação

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Outro aspecto importante é a ausência de um sistema híbrido.

O S1 utiliza um V12 aspirado convencional, sem motor elétrico auxiliando a propulsão.

Isso torna o modelo ainda mais raro em um mercado no qual os supercarros mais potentes estão recorrendo à eletrificação para alcançar números extremos.

Aqui, a filosofia é justamente o contrário.

Em vez de buscar potência por meio de eletrificação, Gordon Murray priorizou:

  • peso reduzido;
  • motor aspirado;
  • rotação elevada;
  • câmbio manual;
  • tração traseira;
  • resposta linear;
  • interação direta.

12.100 rpm: uma característica que define o carro
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A capacidade de girar até 12.100 rpm não é apenas um número para a ficha técnica.

Ela influencia completamente a personalidade do motor.

Um V12 aspirado dessa natureza entrega potência de maneira progressiva e permite ao motorista explorar uma faixa de rotação muito mais ampla.

O som também se torna parte essencial da experiência.

É justamente por isso que o S1 pode ser considerado um dos últimos representantes de uma geração de supercarros em que motor, câmbio e motorista formam o centro da experiência.

Gordon Murray mantém a fórmula “menos é mais”

Ao longo de sua carreira, Murray ficou conhecido por soluções que priorizam eficiência e simplicidade.

O S1 segue essa filosofia.

Não é necessário um motor gigantesco com assistência elétrica para criar desempenho.

Não é necessário um sistema de transmissão automatizado com múltiplas marchas.

Não é necessário um enorme pacote aerodinâmico.

A proposta é fazer o carro trabalhar em conjunto com o motorista.

O verdadeiro diferencial é a experiência
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O S1 não será o carro mais potente do mercado.

Também não será necessariamente o mais rápido em uma pista.

Mas ele pode se tornar um dos mais especiais de dirigir.

A combinação de menos de 1.000 kg, V12 aspirado, 12.100 rpm, câmbio manual e posição central cria uma receita extremamente rara.

É justamente essa experiência que Gordon Murray busca preservar.

Um carro para colecionadores e entusiastas

Com apenas 64 unidades, o S1 naturalmente será destinado a um grupo muito pequeno de compradores.

Mas, diferentemente de alguns hipercarros criados exclusivamente para coleção, o modelo foi desenvolvido para ser conduzido.

A proposta de Grand Touring indica que Gordon Murray deseja que seus proprietários realmente utilizem os carros.

Isso significa viagens, estradas sinuosas e longos deslocamentos — exatamente o oposto de deixar o automóvel parado em uma coleção.

Ficha técnica do Gordon Murray S1
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GMSV S1

  • Fabricante: Gordon Murray Special Vehicles
  • Projetista: Gordon Murray
  • Categoria: supercarro/Grand Touring
  • Motor: V12 naturalmente aspirado
  • Cilindrada: 4,2 litros
  • Potência: 681 cv
  • Torque: 500 Nm
  • Rotação máxima: 12.100 rpm
  • Desenvolvimento do motor: Cosworth
  • Câmbio: manual de seis marchas
  • Tração: traseira
  • Lugares: três
  • Posição do motorista: central
  • Carroceria: fibra de carbono
  • Peso: inferior a 1.000 kg em configuração seca
  • Suspensão: calibrada para maior conforto em estrada
  • Aerodinâmica: ativa
  • Produção: 64 unidades
  • Personalização: individual
  • Preço: não divulgado
  • Apresentação: Monterey Car Week 2026

As especificações de potência e torque acima são as divulgadas por veículos especializados após a apresentação do modelo.

Por que o S1 é tão importante?

O GMSV S1 representa algo que está se tornando cada vez mais raro.

Em uma indústria dominada por:

  • eletrificação;
  • inteligência artificial;
  • transmissões automáticas;
  • direção assistida;
  • sistemas de condução semiautônoma;
  • aerodinâmica ativa complexa;

Gordon Murray decidiu seguir na direção oposta.

O S1 coloca novamente o motor aspirado, o câmbio manual e o motorista no centro do projeto.

Isso não significa rejeitar a tecnologia moderna.

Pelo contrário: o carro utiliza materiais avançados e soluções aerodinâmicas contemporâneas.

Mas a tecnologia está a serviço da experiência, e não substituindo-a.

Uma releitura do McLaren F1 para uma nova geração
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O GMSV S1 pode ser entendido como uma espécie de McLaren F1 espiritual para o século XXI.

Não é uma cópia.

Não é um modelo McLaren.

E também não tenta reproduzir exatamente os números do clássico.

Sua missão é preservar os princípios que fizeram o F1 se tornar lendário.

Motor aspirado. Câmbio manual. Baixo peso. Três lugares. Motorista no centro. Engenharia obsessiva.

Tudo isso aparece novamente em um automóvel criado pelo mesmo homem que ajudou a desenvolver o F1 original.

O S1 mostra que Gordon Murray ainda acredita no carro analógico

A apresentação do GMSV S1 durante a Monterey Car Week 2026 é mais do que o lançamento de um novo supercarro.

É uma declaração de princípios.

Aos 80 anos, Gordon Murray continua desenvolvendo automóveis que priorizam a interação humana, mesmo quando o restante da indústria segue em direção a veículos cada vez mais automatizados e eletrificados.

O S1 não precisa de uma bateria enorme ou de centenas de cavalos elétricos para impressionar.

Ele aposta em um V12 que gira a 12.100 rpm, uma transmissão manual de seis marchas e uma posição de condução central.

E talvez seja justamente isso que torne o projeto tão especial.

Conclusão
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O Gordon Murray Special Vehicles S1 é uma das mais interessantes homenagens modernas à filosofia do McLaren F1.

Criado pelo próprio projetista do lendário supercarro, o modelo recupera elementos que pareciam destinados ao passado: V12 aspirado, câmbio manual, três lugares, posição central do motorista e construção extremamente leve.

Ao mesmo tempo, o S1 não é simplesmente uma reprodução nostálgica.

A carroceria de fibra de carbono, a aerodinâmica ativa, o refinamento adicional e o foco em viagens longas mostram que Gordon Murray quis transformar essa filosofia em algo mais utilizável no mundo atual.

Com apenas 64 unidades, todas destinadas a clientes e configuradas individualmente, o S1 nasce como um dos supercarros mais exclusivos da atualidade.

Seu motor Cosworth de 4,2 litros e 681 cv, capaz de girar até 12.100 rpm, talvez seja o melhor resumo de toda a proposta.

Enquanto a indústria automotiva avança rapidamente rumo à eletrificação e à automação, Gordon Murray decidiu lembrar aos entusiastas que ainda existe espaço para um carro no qual o motorista, o câmbio e o motor são os protagonistas.

E, considerando a história de seu criador, não poderia haver maneira mais apropriada de reinterpretar o espírito do McLaren F1.

FOTO: “Imagem ilustrativa — não corresponde exatamente ao modelo real.”

 
 
 
 
 
 
 

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