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Jensen Interceptor GTX: marca britânica volta com V8 de 973 cv e prepara novos modelos de rua

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Jensen Interceptor GTX: marca britânica volta com V8 de 973 cv e prepara novos modelos de rua

Protótipo de pista resgata o nome Interceptor com projeto totalmente novo, motor V8 6.8 sobrealimentado, tração traseira e câmbio sequencial; GTR e GT serão os próximos passos

A Jensen está de volta. Cerca de cinco décadas depois do encerramento da antiga Jensen Motors, o tradicional nome britânico reaparece com um projeto completamente novo: o Interceptor GTX, um cupê desenvolvido inicialmente para as pistas e que servirá como laboratório para uma futura família de modelos de rua.

A novidade marca uma mudança importante na trajetória recente da empresa. A atual Jensen International Automotive (JIA) passou anos restaurando e modernizando exemplares do Jensen Interceptor original, mas o GTX não segue essa fórmula. A empresa faz questão de classificá-lo como um projeto criado do zero, e não como um restomod ou uma continuação do automóvel clássico.

O protótipo utiliza um V8 6.8 sobrealimentado, derivado da arquitetura da General Motors, com potência divulgada de 960 bhp, equivalente a aproximadamente 973 PS, e tração exclusivamente traseira. A força é transmitida por um eixo cardã de fibra de carbono para uma transmissão sequencial de seis marchas montada na traseira.

Mais importante: o GTX não é o destino final do projeto.

Ele é a primeira etapa de uma estratégia que prevê dois modelos de rua — o Interceptor GTR, mais esportivo, e o Interceptor GT, mais luxuoso e confortável.

O retorno de um nome que marcou os esportivos britânicos

O Jensen Interceptor original foi produzido entre 1966 e 1976, período no qual ganhou reputação como um dos grandes Grand Tourers britânicos.

O modelo clássico utilizava motores V8 da Chrysler, com cilindradas que variavam aproximadamente de 5,9 a 7,2 litros, combinando desempenho elevado com conforto e acabamento sofisticado.

A nova geração mantém justamente essa combinação de características.

Mas há uma diferença fundamental.

O antigo Interceptor utilizava uma estrutura e mecânica características de seu período. O GTX utiliza materiais modernos, engenharia contemporânea e uma arquitetura desenvolvida especificamente para o novo projeto.

A proposta é preservar o espírito do Interceptor, não reproduzir literalmente o carro antigo.

GTX não é um restomod

Esse talvez seja o ponto mais importante para entender o novo Jensen.

A JIA já possui experiência com restomods do Interceptor e desenvolveu modelos como o Interceptor R, que recebe modificações profundas sobre exemplares originais.

O GTX segue outro caminho.

Segundo a empresa e a evo, o projeto foi concebido a partir de uma folha em branco, embora sua linguagem visual tenha sido inspirada claramente no Interceptor histórico.

Isso significa que não existe um Interceptor clássico servindo simplesmente como base estrutural para o novo automóvel.

A inspiração está no desenho, nas proporções e no conceito de um Grand Tourer britânico de alto desempenho.

Interceptor GTX é um protótipo de pista

 

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Apesar de sua aparência próxima de um carro de produção, o GTX será utilizado inicialmente exclusivamente em circuitos e áreas fechadas.

Ele não é homologado para utilização normal em vias públicas.

A função principal é testar soluções que posteriormente poderão ser aplicadas nos modelos de rua.

A própria evo descreve o GTX como um protótipo avançado de desenvolvimento, criado para estabelecer as bases da futura família Interceptor.

O veículo também não foi desenvolvido especificamente para competir em uma categoria oficial de automobilismo.

A proposta é mais próxima de um track day car de alto desempenho para clientes e colecionadores, com equipamentos de segurança de especificação de competição.

V8 6.8 sobrealimentado é o coração do projeto

O motor é um dos elementos mais impressionantes.

Trata-se de um V8 6.8 litros sobrealimentado, baseado na arquitetura LT da General Motors e profundamente modificado pela empresa americana Late Model Engines (LME).

Segundo a Jensen, menos de 20% dos componentes originais do motor da GM permaneceram.

Entre as alterações estão:

  • cabeçotes usinados em CNC;

  • válvulas de titânio;

  • conjunto rotativo forjado;

  • sistema de lubrificação por cárter seco;

  • compressor Roots de 2,65 litros;

  • gerenciamento eletrônico MoTeC.

O motor trabalha até 7.000 rpm e entrega cerca de 960 bhp, ou aproximadamente 973 PS.

973 cv: um número que precisa de explicação

 

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A potência divulgada pode aparecer de duas formas diferentes.

A Jensen e algumas publicações utilizam 973 cv/PS, enquanto a evo informa 960 bhp.

As duas cifras são essencialmente equivalentes, porque PS e bhp são unidades diferentes de potência.

Portanto, é correto encontrar referências ao GTX com:

960 bhp ≈ 973 PS

Isso evita a impressão de que existem versões diferentes do motor.

A configuração apresentada é uma só.

Motor foi recuado para melhorar a distribuição de peso

Uma das decisões técnicas mais interessantes foi posicionar o V8 bem atrás da linha do eixo dianteiro.

A solução ajuda a distribuir melhor a massa do conjunto.

O GTX apresenta uma distribuição de peso próxima de 49% na dianteira e 51% na traseira, segundo a evo.

Essa característica é importante em um carro de alta performance porque ajuda a reduzir a tendência de excesso de massa concentrada na dianteira.

O resultado esperado é um comportamento mais equilibrado em curvas.

Há espaço para um futuro motor elétrico

 

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Mesmo sendo um projeto totalmente focado no V8, a arquitetura foi preparada pensando também no futuro.

Existe espaço dianteiro reservado para a possível instalação de um motor elétrico em futuras aplicações.

Isso significa que a Jensen não descarta uma configuração híbrida.

A empresa ainda não confirmou uma versão eletrificada, mas a arquitetura mostra que o projeto pode evoluir nessa direção caso o mercado e a engenharia indiquem essa necessidade.

É um detalhe importante porque demonstra que a marca está conciliando sua filosofia tradicional com possibilidades tecnológicas futuras.

Tração traseira preserva a essência do Grand Tourer

Toda a potência do V8 é enviada para as rodas traseiras.

A solução é coerente com a tradição dos grandes esportivos britânicos e americanos de alto desempenho.

O sistema utiliza:

motor dianteiro-central + tração traseira + câmbio sequencial traseiro.

A distribuição ajuda a equilibrar as massas e também permite maior liberdade para o eixo dianteiro trabalhar exclusivamente com direção e parte da aderência disponível.

Câmbio sequencial de seis marchas

 

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A transmissão do GTX é outro ponto que foge do padrão dos supercarros modernos.

Em vez de uma caixa automática de dupla embreagem, o protótipo utiliza um câmbio sequencial Samsonas de seis velocidades, com engrenagens de dentes retos.

O conjunto é instalado no eixo traseiro.

As trocas podem ser realizadas por:

  • borboletas atrás do volante;

  • alavanca montada no console.

Essa solução reforça o caráter mecânico do projeto.

Eixo cardã de fibra de carbono

Para conectar o motor dianteiro à transmissão traseira, a Jensen utiliza um eixo cardã de fibra de carbono.

O componente trabalha dentro de um tubo de torque em aço.

A utilização do carbono reduz massa e ajuda a diminuir as perdas de inércia do sistema de transmissão.

É outro exemplo de como a marca utiliza materiais modernos para construir um carro inspirado em uma fórmula clássica.

Carroceria é feita de alumínio moldado à mão

 

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O visual do GTX pode remeter ao Interceptor clássico, mas sua carroceria é totalmente nova.

Os painéis externos são feitos de alumínio moldado à mão pela britânica Coventry Metalcraft.

A estrutura utiliza um monobloco de alumínio colado e rebitado, desenvolvido especificamente para o projeto.

A escolha do alumínio contribui para a redução de peso e também para a rigidez estrutural.

Segundo a Jensen, aproximadamente 80% do desenho externo desenvolvido para o GTX deverá ser mantido nos futuros modelos de rua.

Design foi criado pela Avant Design

O desenho exterior foi desenvolvido pelo estúdio independente Avant Design.

A equipe procurou recuperar os principais elementos visuais do Interceptor original sem transformar o novo carro em uma caricatura retrô.

Entre as referências estão:

  • capô longo;

  • cabine recuada;

  • coluna C característica;

  • traseira envolvente;

  • proporções de Grand Tourer;

  • superfície lateral musculosa.

Ao mesmo tempo, o GTX incorpora recursos modernos e extremamente agressivos.

Asa traseira gera cerca de 350 kg de apoio aerodinâmico

 

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A diferença entre o novo GTX e um tradicional GT de luxo aparece principalmente na aerodinâmica.

O carro recebeu:

  • splitter dianteiro;

  • assoalho plano;

  • difusor traseiro;

  • grandes entradas de ar;

  • asa traseira regulável.

A asa sozinha é responsável por gerar aproximadamente 350 kg de downforce, segundo a JIA e a evo.

Isso transforma completamente a personalidade do carro.

Apesar da inspiração em um Grand Tourer, o GTX é um veículo claramente orientado ao desempenho em pista.

Design evita exageros puramente estéticos

A aerodinâmica não está presente apenas para criar uma aparência agressiva.

Os elementos foram desenhados para produzir carga real.

O splitter ajuda a controlar o fluxo dianteiro.

O assoalho plano melhora o escoamento do ar sob o veículo.

O difusor acelera e organiza o fluxo na saída.

E a asa traseira contribui diretamente para a estabilidade.

Essa combinação permite que o GTX utilize a enorme potência do V8 de maneira mais controlada em alta velocidade.

Suspensão tem braços duplos nos dois eixos

 

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A suspensão utiliza arquitetura de duplos braços triangulares na dianteira e na traseira.

Os amortecedores são fornecidos pela Nitron e possuem regulagem em três vias.

Essa configuração permite ajustar diferentes características do comportamento do carro, incluindo:

  • compressão;

  • retorno;

  • resposta dinâmica;

  • equilíbrio entre os eixos.

Para um veículo destinado principalmente a track days, a possibilidade de ajustar a suspensão é fundamental.

Freios AP Racing e pneus Michelin

O sistema de frenagem utiliza componentes AP Racing com discos de aço flutuantes.

A escolha é interessante porque a Jensen decidiu não utilizar freios de carbono-cerâmica no GTX.

A empresa explicou que o projeto foi concebido para ser relativamente prático de operar em sessões de pista e, nesse contexto, os freios de aço oferecem uma solução mais simples de manutenção.

As rodas são Vossen forjadas de 20 polegadas, combinadas com pneus Michelin Pilot Sport.

A Jensen optou por pneus de rua de alto desempenho em vez de pneus slicks.

A justificativa é tornar o carro mais acessível ao limite para motoristas amadores e produzir dados mais relevantes para o futuro modelo de rua.

Interior tem equipamentos de competição

 

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Por dentro, o GTX está muito mais próximo de um carro de pista.

A cabine inclui:

  • gaiola de proteção aprovada pela FIA;

  • bancos Tillett de fibra de carbono;

  • cintos de segurança de seis pontos;

  • sistema de extinção Lifeline;

  • painel eletrônico MoTeC;

  • acabamento em Alcantara.

A quantidade de equipamentos deixa claro que o veículo foi desenvolvido prioritariamente para uso em circuito.

Mesmo assim, a qualidade dos materiais procura manter o caráter premium tradicional da Jensen.

GTX pesa cerca de 1.660 kg com fluidos

 

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Apesar da utilização extensiva de alumínio e carbono, o GTX não é um carro extremamente leve.

A evo informa 1.660 kg com fluidos, com distribuição de peso de 49:51.

Esse número precisa ser analisado junto com a proposta do carro.

O GTX possui:

  • V8 6.8;

  • sistema de sobrealimentação;

  • estrutura de alumínio;

  • equipamentos de segurança;

  • gaiola;

  • tanque de combustível de especificação de competição;

  • aerodinâmica de alto nível.

Com quase 1.000 cv disponíveis, porém, a relação peso/potência continua extremamente favorável.

V8 pode chegar a mais de 1.200 cv

A potência anunciada de 973 PS não representa necessariamente o limite do motor.

Segundo a Jensen, existe margem para elevar a potência para aproximadamente 1.217 cv, dependendo da calibração escolhida pelo cliente.

Isso mostra que o motor foi desenvolvido com ampla margem de desempenho.

A empresa, porém, chama a configuração atual de “modesta” justamente porque não pretende explorar todo o potencial do conjunto imediatamente.

Futuro GTR será menos radical que o GTX

Depois do GTX, a Jensen pretende desenvolver o Interceptor GTR.

O GTR será um automóvel mais próximo da utilização em estrada e deverá manter boa parte da personalidade esportiva do protótipo.

A proposta é criar um carro de alto desempenho que possa eventualmente receber homologação individual para uso rodoviário, sem chegar ao nível de radicalismo aerodinâmico do GTX.

A empresa ainda não divulgou uma ficha técnica definitiva do GTR.

Interceptor GT será o modelo de luxo

O terceiro estágio da família será o Interceptor GT.

Nesse caso, a filosofia muda.

O GT terá uma configuração muito mais próxima do conceito clássico de Grand Tourer.

Será um carro destinado a viagens e utilização rodoviária, com:

  • mais conforto;

  • interior refinado;

  • menor carga aerodinâmica;

  • maior isolamento;

  • capacidade para quatro ocupantes;

  • opções de câmbio manual ou automático.

O objetivo é recuperar a essência original do Interceptor: um automóvel rápido, luxuoso e capaz de viajar longas distâncias com conforto.

Três níveis de Interceptor estão planejados

A futura família poderá ser entendida desta maneira:

Modelo Proposta
Interceptor GTX Protótipo extremo para pista
Interceptor GTR Versão esportiva para rua/track day
Interceptor GT Grand Tourer de luxo

A estratégia é interessante porque permite que a Jensen utilize uma mesma base conceitual para públicos diferentes.

GTX já possui ferramental para pequena produção

Apesar de ser chamado de protótipo, o GTX foi construído muito além do que normalmente se espera de um carro experimental.

A Jensen já possui ferramental para a fabricação artesanal dos painéis.

Segundo a evo, o ferramental atual permitiria produzir entre 10 e 15 unidades do GTX antes de precisar ser atualizado.

Isso significa que o carro poderá ser comercializado em quantidade extremamente limitada caso existam compradores interessados.

Quanto custa o Jensen Interceptor GTX?

O preço estimado é um dos números que mais chamam atenção.

De acordo com a evo, um GTX construído sob encomenda nessa configuração custaria a partir de £ 850 mil.

Esse valor corresponde a aproximadamente R$ 5,9 milhões, considerando a conversão utilizada na notícia de referência.

É importante destacar que esse valor não representa necessariamente um preço definitivo para todos os exemplares.

Como o modelo será altamente personalizado, o custo pode variar conforme especificação, acabamentos e necessidades do cliente.

Produção será extremamente limitada

A Jensen não pretende transformar o GTX em um carro de produção em massa.

A filosofia é trabalhar com números muito baixos e individualização praticamente artesanal.

Isso coloca o modelo em uma categoria próxima à de fabricantes independentes como:

  • Gordon Murray Automotive;

  • Singer;

  • RUF;

  • Czinger;

  • outras empresas especializadas em veículos de altíssimo valor agregado.

A diferença é que a Jensen utiliza a história do Interceptor como elemento central de sua identidade.

Jensen tem experiência com restomods do Interceptor

A empresa responsável pelo novo projeto não surgiu do nada.

A Jensen International Automotive trabalha desde aproximadamente 2010 com restauração e modernização dos Interceptor clássicos.

Esse conhecimento foi importante para desenvolver o novo modelo.

A empresa já conhece:

  • proporções da carroceria;

  • arquitetura do Interceptor;

  • necessidades dos colecionadores;

  • fornecedores especializados;

  • fabricação artesanal;

  • preparação de motores GM.

O GTX aproveita essa experiência, mas inaugura uma fase totalmente nova.

Jeff Qvale ajuda a conectar passado e futuro

Um dos nomes ligados ao projeto é Jeff Qvale, empresário americano ligado à indústria automotiva e filho de Kjell Qvale, que teve participação relevante na antiga Jensen Motors.

A presença de Qvale cria uma conexão histórica interessante entre a velha e a nova Jensen.

No entanto, a atual operação não é simplesmente a antiga Jensen Motors retornando à atividade.

O novo projeto é conduzido pela estrutura da Jensen International, sediada em Banbury, no Reino Unido.

O novo Interceptor quer preservar uma experiência analógica

A tecnologia moderna não aparece no GTX para substituir o motorista.

Ela foi utilizada para aprimorar o comportamento do carro.

A filosofia continua muito mecânica:

V8 grande + supercharger + tração traseira + câmbio sequencial + suspensão ajustável.

O motorista continua sendo responsável pelas escolhas fundamentais.

Essa abordagem aproxima a Jensen de uma tendência que também aparece em novos projetos de fabricantes independentes: preservar a interação entre pessoa e máquina mesmo em uma indústria cada vez mais digitalizada.

Por que usar um V8 tão grande?

A resposta está na própria história do Interceptor.

Os modelos originais utilizavam grandes V8 americanos.

O novo GTX mantém essa tradição.

Em vez de escolher um motor menor turboalimentado ou um conjunto híbrido extremamente complexo, a Jensen optou por uma solução que preserva a personalidade do clássico.

A diferença é que o moderno V8 de 6,8 litros recebeu engenharia muito mais sofisticada.

O desenho não tenta ser uma cópia do clássico

Esse é outro mérito do projeto.

O GTX é imediatamente reconhecível como um descendente do Interceptor, mas não parece simplesmente um carro antigo redesenhado.

A Jensen procurou modernizar:

  • assinatura luminosa;

  • superfícies;

  • aerodinâmica;

  • proporções;

  • entradas de ar;

  • traseira;

  • detalhes estruturais.

A empresa informa que aproximadamente 80% do design externo do GTX será mantido nos futuros modelos de rua, o que demonstra a importância desse projeto para toda a família.

O verdadeiro objetivo é criar uma nova linha Interceptor

O GTX precisa ser analisado dentro de um contexto maior.

A Jensen não está simplesmente lançando um carro de pista de quase R$ 6 milhões.

Ela está utilizando esse automóvel como plataforma para desenvolver uma nova geração de produtos.

O projeto funciona como uma sequência:

GTX → GTR → GT

Primeiro vem a engenharia de alto desempenho.

Depois, a adaptação para a estrada.

Finalmente, a criação de um Grand Tourer de luxo.

A marca poderá disputar um mercado extremamente exclusivo

O posicionamento do futuro Interceptor o colocará em um território no qual preço não é o principal critério de compra.

Os potenciais clientes procuram:

  • exclusividade;

  • história;

  • engenharia artesanal;

  • personalização;

  • desempenho;

  • baixa produção;

  • identidade.

É um mercado no qual empresas pequenas conseguem competir com fabricantes muito maiores justamente porque oferecem algo que grandes séries industriais não conseguem entregar.

GTX x Interceptor clássico

Característica Interceptor clássico Interceptor GTX
Produção 1966–1976 Nova geração
Motor V8 Chrysler V8 GM 6.8 sobrealimentado
Alimentação Convencional para a época Supercharger Roots
Potência Variava conforme versão 960 bhp/973 PS
Tração Traseira Traseira
Câmbio Automático/manual conforme versão Sequencial 6 marchas
Carroceria Aço Alumínio
Estrutura Convencional Monobloco de alumínio
Proposta Grand Tourer Track-only
Produção Série histórica Volume extremamente limitado

O projeto ainda depende de compradores e parceiros

Embora o GTX já esteja operacional, os futuros GTR e GT ainda dependem de uma etapa fundamental: recursos e parceiros para avançar para a produção.

A evo destaca que a empresa investiu aproximadamente £ 1,2 milhão para chegar ao estágio atual do projeto.

A próxima fase exigirá investimentos adicionais em:

  • desenvolvimento;

  • homologação;

  • produção;

  • fornecedores;

  • validação;

  • assistência;

  • distribuição.

Para uma empresa independente, encontrar clientes dispostos a financiar a próxima etapa pode ser determinante.

O que esperar do Interceptor GTR?

A expectativa é que o GTR seja uma espécie de intermediário.

Ele deverá herdar boa parte da engenharia do GTX, mas abandonar componentes extremamente específicos da pista.

Isso pode incluir:

  • aerodinâmica menos agressiva;

  • equipamentos de rua;

  • suspensão recalibrada;

  • maior conforto;

  • modificações na transmissão;

  • maior praticidade.

A Jensen ainda não divulgou os números finais do GTR.

E o Interceptor GT?

O GT deverá ser o modelo mais próximo do conceito original do Interceptor.

A proposta será transportar passageiros em viagens longas com alto nível de conforto, mas mantendo desempenho elevado.

A configuração deverá incluir quatro lugares, enquanto o acabamento interno será muito mais sofisticado.

O GT também poderá oferecer câmbio manual de seis marchas ou automático de oito velocidades, dependendo da preferência do cliente.

Jensen está apostando em um mercado de nicho

A estratégia é arriscada, mas faz sentido.

Grandes fabricantes dificilmente conseguem justificar investimentos em carros produzidos em dezenas de unidades.

Empresas independentes, porém, conseguem construir um negócio em torno da exclusividade.

A Jensen pretende justamente explorar esse espaço.

O cliente não compra apenas um carro.

Compra também:

história + exclusividade + personalização + engenharia artesanal.

Ficha técnica do Jensen Interceptor GTX

Modelo: Jensen Interceptor GTX
Categoria: protótipo de pista
Status: não homologado para vias públicas
Motor: V8 6.8 GM/LT altamente modificado
Preparação: Late Model Engines
Alimentação: supercharger Roots de 2,65 litros
Potência: 960 bhp / aproximadamente 973 PS
Potência potencial: até aproximadamente 1.217 cv, conforme calibração
Limite de rotação: 7.000 rpm
Torque: superior a 1.000 Nm conforme configuração; número definitivo não divulgado pela Jensen
Tração: traseira
Transmissão: sequencial Samsonas, 6 marchas
Eixo cardã: fibra de carbono
Estrutura: monobloco de alumínio colado e rebitado
Carroceria: alumínio moldado à mão
Componentes aerodinâmicos: fibra de carbono
Downforce: cerca de 350 kg pela asa traseira
Suspensão: duplo braço triangular dianteiro e traseiro
Amortecedores: Nitron, reguláveis em três vias
Freios: AP Racing, discos de aço flutuantes
Rodas: Vossen forjadas de 20 polegadas
Pneus: Michelin Pilot Sport
Peso: aproximadamente 1.660 kg com fluidos
Distribuição de peso: 49:51
Interior: especificação de pista, com gaiola FIA e bancos de carbono Tillett
Preço estimado: a partir de £ 850 mil
Produção potencial inicial: aproximadamente 10 a 15 unidades antes de revisão do ferramental

Conclusão

O Jensen Interceptor GTX marca o retorno de um dos nomes mais interessantes da história dos Grand Tourers britânicos, mas faz isso de uma maneira bastante diferente.

Em vez de simplesmente restaurar o passado, a Jensen International decidiu criar um automóvel completamente novo, usando o Interceptor clássico como inspiração visual e conceitual.

O resultado é um protótipo de pista com V8 6.8 sobrealimentado de 960 bhp, aproximadamente 973 PS, tração traseira, câmbio sequencial de seis marchas, carroceria de alumínio e cerca de 350 kg de apoio aerodinâmico na asa traseira.

A engenharia é ainda mais impressionante quando se observa que o motor foi profundamente reconstruído pela LME, recebeu compressor Roots, cárter seco, componentes forjados e válvulas de titânio.

E existe margem para chegar a aproximadamente 1.217 cv.

Mas o GTX não deve ser visto como um produto isolado.

Ele é o primeiro capítulo de uma nova família Interceptor, que prevê o esportivo GTR e o luxuoso GT.

O GTR deverá levar parte da agressividade do GTX para um modelo mais próximo da utilização em estrada. O GT, por sua vez, terá a missão de recuperar plenamente a tradição de Grand Tourer do Interceptor original.

O preço ajuda a mostrar o nível de exclusividade: a evo estima £ 850 mil ou mais, equivalente a cerca de R$ 5,9 milhões na conversão citada, para um exemplar sob encomenda nessa configuração.

Com isso, a Jensen entra em um território ocupado por fabricantes independentes de altíssimo padrão.

Ainda é cedo para saber se GTR e GT chegarão efetivamente à produção, já que a próxima etapa dependerá de investidores, parceiros e demanda dos clientes.

Mas o Interceptor GTX já conseguiu algo importante: devolver o nome Jensen ao centro das atenções do mundo dos carros de alto desempenho.

E fez isso mantendo uma característica que tornou a marca memorável no passado:

um grande V8, muito desempenho, tração traseira e personalidade própria.

FOTO: “Imagem ilustrativa — não corresponde exatamente ao modelo real.”

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