Geely Monjaro EM-i estreia globalmente com consumo de 5,4 L/100 km e mira expansão na América Latina e África
Novo SUV híbrido plug-in da Geely estreia no Egito com motor 1.5 turbo, versões de tração dianteira e integral, até 5,83 segundos de 0 a 100 km/h e plano de 200 mil veículos para América Latina e África
A Geely iniciou uma nova etapa de sua expansão internacional com a apresentação do Monjaro EM-i, seu primeiro SUV híbrido do segmento D desenvolvido especificamente para os mercados globais.
O modelo fez sua estreia internacional no Egito, em 29 de agosto de 2026, marcando o início de uma ofensiva que levará o SUV a outros mercados. A estratégia inclui inicialmente países como Emirados Árabes Unidos, México e Cazaquistão, antes da ampliação para mercados europeus.
O Monjaro EM-i utiliza o sistema EM-i Super Hybrid, combina um motor 1.5 turbo dedicado a aplicações híbridas com propulsão elétrica e oferece versões de tração dianteira e integral.
Um dos números que mais chama atenção é o consumo declarado de apenas 5,4 litros a cada 100 km, equivalente a cerca de 18,5 km/l, mesmo com a bateria em baixo estado de carga. Esse dado é especialmente relevante porque mostra a eficiência do sistema mesmo quando o veículo não pode contar plenamente com a energia armazenada na bateria.
Monjaro EM-i inaugura nova fase global da Geely
O novo SUV representa mais do que a chegada de uma nova versão híbrida.
A Geely posiciona o Monjaro EM-i como seu primeiro SUV híbrido global de segmento D, desenvolvido para atender diferentes mercados fora da China.
A estratégia está diretamente relacionada à rápida expansão internacional da fabricante.
Durante o primeiro semestre de 2026, a Geely Auto comercializou 474.228 veículos fora da China, crescimento de 158% em relação ao mesmo período de 2025. O volume já superava todas as exportações realizadas pela empresa em todo o ano de 2025.
Em julho, as vendas internacionais chegaram a 106.663 veículos, alta de 202% na comparação anual, estabelecendo um novo recorde mensal de exportações.
A ofensiva internacional, portanto, deixou de ser complementar para se tornar uma das principais fontes de crescimento da empresa.
Geely elevou meta de exportação para 920 mil veículos
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O crescimento internacional foi tão expressivo que a Geely revisou para cima sua meta de exportações para 2026.
A companhia passou a mirar 920 mil veículos exportados no ano, ante uma meta anterior de 640 mil unidades. A empresa também estabeleceu como objetivo chegar a aproximadamente 1 milhão de veículos vendidos em mercados estrangeiros.
Nesse contexto, o Monjaro EM-i assume um papel estratégico.
O SUV foi criado para entrar em diferentes regiões e levar a tecnologia híbrida da Geely a mercados nos quais os veículos eletrificados vêm ganhando espaço.
América Latina e África entram no centro da estratégia
Entre as regiões consideradas prioritárias pela Geely estão América Latina e África.
A empresa estabeleceu uma meta conjunta de aproximadamente 200 mil veículos vendidos nessas duas regiões, segundo informações divulgadas durante a estratégia de expansão internacional.
A escolha do Egito como palco para a estreia mundial do Monjaro EM-i é simbólica.
Além de ser um mercado importante no continente africano, o país também funciona como plataforma regional para a Geely.
A empresa já iniciou produção local no Egito e utiliza a região como parte de sua estratégia de manufatura internacional.
Por que o Egito foi escolhido para a estreia?
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O mercado egípcio ocupa uma posição estratégica para a expansão da Geely.
A empresa já possui operação industrial no país e pretende utilizar diferentes mercados emergentes como portas de entrada para seus veículos de nova energia.
Ao apresentar o Monjaro EM-i no Cairo, a marca conseguiu associar o primeiro lançamento híbrido global do modelo diretamente à sua estratégia de expansão fora da China.
Depois do Egito, a Geely confirmou que o SUV será lançado em outros mercados, incluindo Emirados Árabes Unidos, México e Cazaquistão, antes de avançar para a Europa.
Monjaro EM-i tem 4,80 metros de comprimento
O novo SUV possui dimensões generosas.
O Monjaro EM-i mede aproximadamente:
- 4,80 metros de comprimento;
- 2,845 metros de entre-eixos;
- porte típico de um SUV do segmento D.
A distância entre os eixos contribui para a oferta de espaço interno, enquanto o comprimento próximo de cinco metros coloca o modelo acima de SUVs médios tradicionais.
A própria Geely destaca a amplitude da cabine e a proposta de conforto do modelo.
Design combina elegância e robustez
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Visualmente, o Monjaro EM-i segue uma linguagem bastante sofisticada.
A dianteira utiliza uma grade vertical composta por elementos sobrepostos, enquanto a lateral apresenta uma linha de cintura marcada que cria uma sensação de movimento.
Na traseira, as lanternas ocupam praticamente toda a largura do veículo.
A Geely chama o conjunto luminoso de Aurora Full-Width Taillights, composto por 175 LEDs e desenvolvido para criar uma assinatura visual contínua.
O resultado é um SUV com aparência premium, mas sem recorrer a elementos excessivamente agressivos.
Assinatura azul identifica a eletrificação
Outro detalhe visual está na iluminação dianteira.
O Monjaro EM-i utiliza elementos em azul chamados pela Geely de Electric Azure Signature, utilizados para identificar a natureza eletrificada do veículo.
A solução segue uma tendência já comum entre fabricantes de veículos híbridos e elétricos, que utilizam detalhes específicos para diferenciar visualmente seus modelos eletrificados.
Sistema EM-i Super Hybrid combina motor 1.5 turbo e propulsão elétrica
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O coração do Monjaro EM-i é o sistema EM-i Super Hybrid.
A arquitetura combina:
motor 1.5TD dedicado a aplicações híbridas + propulsão elétrica + gerenciamento eletrônico de energia.
O sistema foi concebido para trabalhar prioritariamente com a propulsão elétrica, enquanto o motor a combustão funciona de maneira otimizada para gerar energia e, conforme a situação, participar do funcionamento do conjunto.
Essa filosofia é semelhante à utilizada por outros sistemas híbridos modernos que priorizam eficiência em diferentes condições de utilização.
Três versões compõem a linha inicial
No lançamento egípcio, o Monjaro EM-i foi apresentado em três versões:
- Pro, com tração dianteira;
- Max, com tração dianteira;
- Ultra, com tração integral.
A existência de versões de tração dianteira e integral permite à Geely posicionar o mesmo produto para diferentes necessidades e faixas de preço.
A configuração Ultra é a mais sofisticada e também a mais rápida.
Versão Ultra faz 0 a 100 km/h em 5,83 segundos
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Mesmo sendo um SUV grande e híbrido, o Monjaro EM-i Ultra entrega desempenho expressivo.
A Geely informa aceleração de 0 a 100 km/h em 5,83 segundos.
Esse número coloca o SUV em uma faixa de desempenho bastante interessante para um modelo destinado a transportar passageiros com foco principalmente em conforto e eficiência.
O sistema de tração integral elétrica também ajuda a distribuir a força de maneira rápida entre os eixos.
e-AWD permite tração integral inteligente
A versão Ultra utiliza o sistema e-AWD, ou tração integral elétrica.
Em vez de depender de um eixo mecânico conectando diretamente os dois conjuntos de rodas, a configuração utiliza os motores elétricos para controlar a distribuição da força.
Segundo a Geely, o sistema consegue responder rapidamente quando há mudança de aderência em superfícies molhadas, irregulares ou de baixa aderência.
Essa arquitetura permite combinar desempenho com controle eletrônico preciso.
O consumo de 5,4 L/100 km é o grande destaque
É justamente quando a bateria está com carga baixa que o Monjaro EM-i apresenta um de seus números mais interessantes.
As versões Pro e Max, de tração dianteira, registram consumo mínimo declarado de 5,4 L/100 km com a bateria em baixo estado de carga.
Convertendo a medida para o padrão usado no Brasil:
5,4 L/100 km ≈ 18,5 km/l.
Esse número não representa necessariamente o consumo que todos os motoristas obterão no uso real.
Fatores como velocidade, trânsito, temperatura, topografia, carga e estilo de condução influenciam diretamente o resultado.
Além disso, o dado divulgado pela Geely está associado à metodologia utilizada para o mercado de lançamento e não deve ser confundido com uma futura classificação do Inmetro.
Por que é importante medir o consumo com bateria baixa?
Em um híbrido plug-in, o consumo pode ser muito baixo enquanto existe energia suficiente na bateria.
Isso ocorre porque a propulsão elétrica pode assumir grande parte do trabalho.
Mas, quando a carga da bateria diminui, o comportamento muda.
Por isso, a informação de 5,4 L/100 km com baixo estado de carga é relevante.
Ela mostra como o sistema consegue continuar funcionando de maneira eficiente mesmo depois de reduzir a contribuição elétrica da bateria.
Esse é um dos principais argumentos tecnológicos do Monjaro EM-i.
A Geely aposta na eficiência para viagens longas
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O sistema foi concebido para enfrentar justamente uma situação comum nos mercados emergentes.
O motorista pode utilizar energia elétrica durante parte do trajeto e, em uma viagem longa, continuar rodando com o motor híbrido mesmo quando a bateria estiver em nível reduzido.
Isso evita que a eficiência do veículo dependa exclusivamente da disponibilidade de pontos de recarga.
Na prática, o Monjaro EM-i busca combinar as vantagens de um elétrico com a conveniência de um veículo híbrido.
Suspensão CCD ajusta o amortecimento em milissegundos
O chassi também recebeu soluções avançadas.
O Monjaro EM-i utiliza um sistema de suspensão chamado Continuous Damping Control (CCD).
Segundo a Geely, o controle consegue ajustar o amortecimento em milissegundos.
A tecnologia busca melhorar o conforto sobre:
- lombadas;
- pisos irregulares;
- pavimento deteriorado;
- estradas de terra;
- diferentes condições de aderência.
O sistema também pode ajudar a manter estabilidade quando o veículo encontra mudanças repentinas de superfície.
Segurança inclui estrutura de aço de alta resistência
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A Geely informa que a carroceria do Monjaro EM-i utiliza uma estrutura formada integralmente por aço de alta resistência.
O SUV também traz seis airbags de série.
A estratégia demonstra que a fabricante pretende posicionar o modelo em uma faixa mais sofisticada, na qual segurança estrutural e sistemas eletrônicos trabalham em conjunto.
A empresa também divulgou resultados de testes próprios de frenagem e estabilidade.
O Monjaro EM-i apresentou uma distância de frenagem de 100 km/h até a parada de 33 metros em seus testes divulgados e atingiu 79 km/h no chamado teste do alce.
Visão panorâmica de 540 graus
Entre os recursos tecnológicos está um sistema de visão panorâmica de 540 graus.
Além das câmeras ao redor do veículo, o sistema apresenta uma representação visual do chassi transparente na tela central.
A solução foi desenvolvida para ajudar o motorista a visualizar:
- obstáculos próximos;
- meio-fio;
- espaços estreitos;
- áreas que normalmente ficam ocultas;
- posicionamento das rodas.
Esse tipo de tecnologia é especialmente útil em um SUV de quase 4,8 metros.
Interior foi pensado como um espaço de conforto
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A Geely trabalhou bastante o interior do Monjaro EM-i.
O modelo possui bancos com estrutura composta por 11 camadas, descrita pela empresa como Marshmallow SPA Seats.
A arquitetura foi desenvolvida para oferecer apoio e reduzir a fadiga durante viagens longas.
A cabine também adota uma distribuição simétrica dos elementos e iluminação ambiente.
O objetivo é criar uma sensação mais próxima de um ambiente sofisticado do que de um utilitário tradicional.
Passageiro dianteiro pode reclinar quase totalmente o banco
Um dos recursos curiosos do Monjaro EM-i está no banco dianteiro do passageiro.
A configuração permite reclinar o encosto até uma posição praticamente horizontal.
A Geely desenvolveu três possibilidades de utilização:
- posição convencional;
- posição de descanso;
- rebatimento para ampliar o espaço interno.
A solução foi pensada especialmente para viagens longas e momentos de espera durante deslocamentos.
Porta-malas chega a 633 litros
A capacidade de carga é outro destaque.
O Monjaro EM-i possui 633 litros de porta-malas com os bancos traseiros em posição normal.
Com o rebatimento da segunda fileira, o volume pode chegar a 1.532 litros.
A Geely também informa que, com o banco dianteiro do passageiro rebatido, o veículo pode acomodar objetos de até aproximadamente 2,8 metros de comprimento.
Esses números reforçam a vocação familiar do SUV.
Flyme Auto e Flyme Sound equipam a cabine
A experiência tecnológica também passa pelo sistema multimídia.
O Monjaro EM-i utiliza o Flyme Auto, sistema desenvolvido para integração das funções de entretenimento e conectividade.
O modelo também conta com o sistema de áudio Flyme Sound.
A escolha reforça uma tendência crescente entre fabricantes chinesas, que estão utilizando plataformas próprias de software para controlar cada vez mais funções do veículo.
Geely acelera a eletrificação fora da China
O Monjaro EM-i faz parte de uma estratégia muito maior.
Durante o primeiro semestre de 2026, os veículos de nova energia representaram 59% das exportações da Geely Auto, com 277.189 unidades vendidas no exterior e crescimento de 585%.
Isso revela algo importante.
A eletrificação deixou de ser apenas uma estratégia da Geely para o mercado chinês.
Agora, sistemas híbridos e elétricos estão no centro da expansão internacional.
Mais de 2.000 pontos de venda fora da China
Para sustentar o crescimento, a Geely também vem expandindo sua estrutura.
A empresa informou que possui mais de 2.000 pontos de vendas e serviços em mais de 100 mercados.
Além disso, ampliou sua rede internacional de distribuição de peças para 13 instalações.
Esse movimento é importante porque a expansão de uma marca automotiva depende não apenas da quantidade de produtos, mas também da capacidade de atender veículos depois da venda.
Geely já possui estratégia industrial no Brasil
O Brasil também está dentro da estratégia global de localização da Geely.
A fabricante já anunciou que o Geely EX5 EM-i será produzido no país e que a operação brasileira utiliza o Complexo Industrial Ayrton Senna, no Paraná.
A produção local do SUV híbrido plug-in foi planejada para o segundo semestre de 2026.
Esse detalhe é importante porque mostra que a América Latina não está sendo tratada apenas como mercado de exportação.
A Geely também pretende estabelecer capacidade industrial regional.
Monjaro EM-i pode chegar ao Brasil?
Por enquanto, não há confirmação oficial de lançamento do Monjaro EM-i no Brasil.
A Geely já possui planos concretos para ampliar sua operação brasileira e produzir localmente modelos eletrificados, mas o Monjaro EM-i não foi oficialmente anunciado como próximo produto nacional.
O modelo, entretanto, merece atenção.
O Brasil aparece entre os mercados prioritários da estratégia global da Geely e a empresa já possui uma operação em rápida expansão no país.
A marca fechou julho de 2026 com mais de 25 mil veículos vendidos desde o início de sua operação brasileira, além de uma rede com 43 concessionárias e 13 pontos de venda em shopping centers.
Portanto, uma eventual chegada do Monjaro ao país é tecnicamente plausível, mas ainda não está confirmada.
O Monjaro já possui relação indireta com o mercado brasileiro
O nome Monjaro não é completamente desconhecido no mercado nacional.
O SUV também é conhecido internacionalmente como uma derivação do Geely Xingyue L, modelo que serviu de base para o Renault Koleos em determinados mercados.
No Brasil, o Koleos utiliza justamente essa família de arquitetura e produto da Geely.
Isso não significa, entretanto, que o Monjaro EM-i seja automaticamente destinado ao Brasil.
A versão híbrida global possui uma estratégia própria.
Monjaro EM-i x Geely EX5 EM-i
Os dois são híbridos plug-in, mas pertencem a segmentos diferentes.
| Característica | Monjaro EM-i | EX5 EM-i |
|---|---|---|
| Segmento | D-SUV | C-SUV |
| Comprimento | Cerca de 4,80 m | Cerca de 4,74 m |
| Entre-eixos | 2,845 m | 2,755 m |
| Sistema | EM-i | EM-i |
| Motor a combustão | 1.5 turbo dedicado | 1.5 aspirado |
| Tração | Dianteira ou integral | Dianteira |
| Foco | Espaço, desempenho e conforto | Eficiência e uso familiar |
| Brasil | Não confirmado | Já vendido e com produção local |
O EX5 EM-i já é oficialmente comercializado no Brasil em três versões e tem potência combinada de 262 cv.
Monjaro pode ocupar uma faixa superior ao EX5
Caso seja escolhido para o Brasil no futuro, o Monjaro poderia assumir uma posição acima do EX5 EM-i.
Seu porte maior, possibilidade de tração integral e proposta mais sofisticada o colocariam em uma faixa próxima de SUVs como:
- Toyota RAV4;
- Volkswagen Tiguan;
- Jeep Commander;
- GWM Haval H6;
- outros SUVs médios e grandes eletrificados.
Mas a estratégia de preço seria fundamental.
O mercado brasileiro está cada vez mais receptivo aos híbridos
A expansão internacional do Monjaro acontece ao mesmo tempo em que os veículos híbridos ganham espaço no Brasil.
A atualização mais recente do PBE Veicular 2026, publicada pelo Inmetro, já reúne informações de 959 modelos e versões de 43 marcas, incluindo veículos elétricos, híbridos e híbridos plug-in.
Isso mostra que a eletrificação está deixando de ser um nicho.
Para a Geely, esse cenário pode facilitar a expansão de produtos mais sofisticados no país.
Design global foi pensado para diferentes mercados
Outro aspecto importante do Monjaro EM-i é sua orientação internacional.
A Geely não apresentou o SUV simplesmente como um produto chinês adaptado para exportação.
A empresa destaca elementos de design e ergonomia desenvolvidos para atender consumidores de diferentes regiões.
Isso aparece tanto no estilo externo quanto no interior.
A própria Geely descreve o design como baseado em uma estética europeia, com maior foco em elegância e proporções equilibradas.
O nome Monjaro tem origem africana
O nome do modelo também possui um significado interessante.
Segundo a Geely, Monjaro é inspirado no Monte Kilimanjaro, na África, representando ideias de superação, ascensão e novas conquistas.
A escolha combina com a estratégia de estreia no continente africano e reforça a intenção de transformar o SUV em um produto verdadeiramente global.
Principais rivais internacionais
Pelo porte e posicionamento, o Monjaro EM-i poderá enfrentar modelos como:
- Toyota RAV4 híbrido;
- Hyundai Tucson híbrido;
- Kia Sportage híbrido;
- Volkswagen Tiguan eHybrid em mercados compatíveis;
- GWM Haval H6;
- outros SUVs híbridos de segmento D.
A principal diferença está na combinação de híbrido plug-in, possibilidade de tração integral e eficiência com bateria em baixa carga.
Monjaro EM-i aposta em equilíbrio
A estratégia da Geely não consiste apenas em criar um SUV potente.
O modelo tenta equilibrar:
desempenho + eficiência + conforto + tecnologia + segurança.
Isso fica evidente na existência de versões de tração dianteira e integral, no sistema CCD, na suspensão eletrônica e na preocupação com o consumo.
É uma abordagem diferente dos SUVs elétricos que priorizam exclusivamente aceleração e potência.
Geely busca um produto realmente global
A estreia do Monjaro EM-i confirma uma mudança de estratégia.
A empresa já possui veículos elétricos e híbridos em dezenas de países, mas agora começa a desenvolver modelos diretamente pensando em uma operação global.
O Monjaro EM-i é o primeiro SUV híbrido de segmento D da Geely apresentado especificamente como um produto global.
Sua expansão para Egito, Emirados Árabes Unidos, México, Cazaquistão e posteriormente Europa demonstra o alcance planejado.
Ficha técnica do Geely Monjaro EM-i
| Item | Monjaro EM-i |
|---|---|
| Categoria | SUV híbrido do segmento D |
| Propulsão | Híbrida plug-in |
| Sistema | EM-i Super Hybrid |
| Motor a combustão | 1.5TD dedicado a híbridos |
| Tração | Dianteira ou integral elétrica |
| Versões | Pro, Max e Ultra |
| Comprimento | Cerca de 4,80 m |
| Entre-eixos | 2,845 m |
| Consumo mínimo divulgado | 5,4 L/100 km |
| Consumo equivalente | Cerca de 18,5 km/l |
| 0–100 km/h Ultra AWD | 5,83 s |
| Suspensão | CCD – Continuous Damping Control |
| Freios | 100–0 km/h em 33 m, segundo teste divulgado |
| Airbags | 6 |
| Visão panorâmica | 540° |
| Porta-malas | 633 litros |
| Porta-malas com bancos rebatidos | Até 1.532 litros |
| Infotainment | Flyme Auto |
| Áudio | Flyme Sound |
| Mercado de estreia global | Egito |
| Outros mercados confirmados | Emirados Árabes Unidos, México e Cazaquistão |
| Brasil | Ainda sem confirmação oficial |
As especificações podem variar conforme o mercado e a versão.
O que explica o interesse da Geely pela América Latina?
A América Latina reúne algumas características que favorecem os híbridos.
Em muitos países da região:
- as distâncias rodoviárias são grandes;
- a infraestrutura de carregamento ainda está em expansão;
- consumidores valorizam autonomia;
- veículos SUVs possuem forte demanda;
- a eletrificação cresce rapidamente.
O híbrido plug-in pode funcionar como uma tecnologia intermediária entre o carro convencional e o elétrico puro.
O Monjaro EM-i combina justamente essas características.
E a África?
O continente africano também apresenta uma oportunidade importante.
A expansão da infraestrutura de recarga elétrica ainda é bastante desigual entre os países.
Em um cenário assim, um SUV híbrido plug-in ou híbrido com alta eficiência pode ser mais fácil de adotar do que um elétrico puro.
A estreia no Egito demonstra que a Geely está usando o continente não apenas como mercado consumidor, mas também como parte de sua estratégia industrial e logística.
O verdadeiro objetivo é criar escala internacional
A meta de 200 mil veículos na América Latina e África mostra que a Geely não pretende tratar essas regiões como mercados secundários.
A companhia precisa aumentar rapidamente seu volume de exportações para justificar a ampliação de sua estrutura internacional.
O Monjaro EM-i é uma das ferramentas para isso.
Ao oferecer um SUV de segmento D com tecnologia híbrida, a empresa pode alcançar uma faixa de consumidores que busca mais espaço, conforto e desempenho.
Conclusão
O Geely Monjaro EM-i representa um passo importante na transformação da fabricante chinesa em uma montadora cada vez mais global.
O lançamento realizado no Egito em agosto de 2026 inaugura a expansão internacional do primeiro SUV híbrido de segmento D da Geely desenvolvido para mercados externos.
O modelo combina um motor 1.5 turbo dedicado a aplicações híbridas, propulsão elétrica, versões de tração dianteira e integral e tecnologias voltadas ao conforto e à segurança.
Seu número mais impressionante, entretanto, é o consumo declarado de 5,4 L/100 km com a bateria em baixo estado de carga, equivalente a aproximadamente 18,5 km/l.
Na versão Ultra com tração integral, o SUV consegue acelerar de 0 a 100 km/h em 5,83 segundos, mostrando que a eficiência não veio acompanhada de uma proposta puramente conservadora.
Por trás do lançamento existe uma estratégia muito maior.
A Geely exportou 474.228 veículos no primeiro semestre de 2026, cresceu 158% no período e elevou sua meta anual de exportações para 920 mil unidades.
A América Latina e a África aparecem entre os mercados prioritários, com uma ambiciosa meta conjunta de 200 mil veículos.
O Brasil está inserido nessa expansão e já possui uma operação importante da Geely, incluindo produção local planejada do EX5 EM-i e crescimento acelerado da rede de concessionárias.
O Monjaro EM-i ainda não foi confirmado para o mercado brasileiro, mas o cenário merece atenção.
Caso a Geely decida trazer o SUV ao país, ele poderá ocupar uma posição acima do EX5 EM-i e disputar diretamente um segmento no qual tecnologia híbrida, espaço interno e tração integral estão se tornando diferenciais cada vez mais importantes.
Por enquanto, o recado da Geely é claro: a marca chinesa quer transformar seus SUVs híbridos em produtos globais — e América Latina e África estão no centro dessa estratégia.
FOTO: “Imagem ilustrativa — não corresponde exatamente ao modelo real.”
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