Caoa prepara chegada da Deepal ao Brasil para enfrentar ofensiva da iCaur em 2027
Marca de veículos eletrificados da Changan deve estrear no primeiro semestre de 2027 com SUVs de visual “quadradão”, tecnologia de autonomia estendida e foco no segmento premium
A disputa entre as fabricantes chinesas no mercado brasileiro ganhará um novo capítulo em 2027. A chegada da iCaur, marca pertencente ao Grupo Chery, está provocando uma movimentação estratégica do Grupo Caoa, que prepara a introdução da Deepal, marca de veículos eletrificados da chinesa Changan.
A Deepal deverá iniciar sua operação brasileira no primeiro semestre de 2027, com uma proposta bastante clara: disputar o consumidor interessado em SUVs grandes, tecnológicos, eletrificados e com aparência robusta, seguindo a tendência dos chamados modelos “boxy”, com carroceria quadrada e inspiração em veículos fora de estrada.
A informação mais recente foi divulgada pela CNN Brasil, que acompanhou a movimentação da Caoa e a preparação para a chegada da nova marca. Segundo a publicação, a empresa já começou a selecionar concessionários para a operação brasileira.
O momento não poderia ser mais estratégico.
A iCaur, também chinesa, anunciou sua entrada no Brasil para 2027 com SUVs como o V27, V25 e V23, todos seguindo uma linguagem visual mais quadrada e com foco em eletrificação e uso fora de estrada. A diferença é que a iCaur terá operação independente da CAOA Chery.
Com a Deepal, a Caoa passa a ter uma resposta direta dentro de uma nova categoria que cresce rapidamente no país.
Deepal será a resposta da Caoa à iCaur
A relação entre as duas marcas é um dos pontos mais interessantes dessa nova disputa.
A iCaur pertence ao Grupo Chery e terá operação independente da Caoa no Brasil.
Já a Deepal pertence à Changan, fabricante chinesa que possui uma parceria estratégica com o Grupo Caoa.
A Caoa apresentou oficialmente a Caoa Changan em novembro de 2025, anunciando uma aliança estratégica para trazer ao Brasil veículos da fabricante chinesa, incluindo produtos eletrificados e marcas de posicionamento superior. A empresa também confirmou um plano de produção em Anápolis, Goiás.
Essa parceria abre espaço para que a Caoa utilize diferentes famílias de produtos da Changan no Brasil.
A Deepal é justamente uma das marcas mais importantes dessa estratégia.
O mercado brasileiro virou campo de batalha das marcas chinesas
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A movimentação ocorre em um momento de forte transformação do mercado brasileiro.
Em agosto de 2026, sete das dez primeiras posições no ranking de SUVs médios foram ocupadas por modelos de marcas chinesas, segundo levantamento publicado pelo UOL. O Haval H6 chegou à liderança do segmento, superando o Jeep Compass.
O cenário mostra que as fabricantes chinesas deixaram de atuar apenas em nichos de veículos elétricos.
Agora elas disputam diretamente segmentos de grande volume e também faixas superiores de preço.
BYD, GWM, Geely, Omoda & Jaecoo, GAC, Jetour, Caoa Chery e outras empresas já ampliaram significativamente sua presença no Brasil.
A chegada simultânea de iCaur e Deepal adicionará mais uma camada a essa disputa.
O primeiro Deepal para o Brasil deve ser o V27
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Segundo as informações mais recentes, a Deepal deverá iniciar sua operação brasileira com um SUV chamado V27.
O modelo tem aproximadamente 4,90 metros de comprimento, aparência quadrada e uma configuração elétrica com extensor de autonomia, conhecida pelas siglas REEV ou EREV.
A versão divulgada para o mercado brasileiro deverá entregar aproximadamente 455 cv, utilizar tração integral e contar com uma bateria de cerca de 34,3 kWh.
A autonomia exclusivamente elétrica pode chegar a aproximadamente 200 km no ciclo chinês, enquanto o alcance total deverá superar 1.000 km, considerando a atuação do gerador a combustão.
É justamente esse conjunto que coloca o V27 no centro da estratégia da Caoa.
Como funciona a tecnologia REEV?
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O sistema de autonomia estendida é diferente de um híbrido convencional.
No Deepal V27, os motores elétricos são responsáveis pela movimentação das rodas.
O motor a combustão funciona essencialmente como um gerador de eletricidade para alimentar o sistema elétrico e recarregar a bateria durante a utilização.
Isso significa que a sensação ao dirigir é próxima à de um carro elétrico.
A energia elétrica continua sendo o elemento responsável pela tração, enquanto o motor a combustão atua como fonte adicional de energia quando necessário.
Essa arquitetura tenta solucionar um dos principais obstáculos dos elétricos puros: a preocupação com autonomia em viagens longas.
Vantagem do extensor de autonomia para o Brasil
A tecnologia pode fazer bastante sentido para o mercado brasileiro.
O país possui grandes distâncias entre cidades e uma infraestrutura de recarga que, embora esteja crescendo rapidamente, ainda não tem a mesma capilaridade encontrada nos mercados mais maduros de veículos elétricos.
Um veículo REEV permite que o motorista utilize energia elétrica no cotidiano e conte com o gerador a combustão em viagens mais longas.
Na prática, o proprietário não precisa interromper uma viagem longa exclusivamente por falta de carregadores.
A bateria menor também pode contribuir para reduzir peso e custos em comparação com um elétrico de autonomia equivalente que dependa exclusivamente de uma bateria gigantesca.
Deepal V27 terá tração integral
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O V27 deverá utilizar dois motores elétricos, um em cada eixo.
A configuração proporciona tração integral e melhora a capacidade do SUV em pisos de baixa aderência.
Essa característica é particularmente importante porque o modelo aposta justamente na aparência e na utilização associadas ao universo fora de estrada.
A proposta não é transformar o V27 em um veículo exclusivamente para trilhas.
O objetivo é oferecer maior capacidade em estradas de terra, pisos irregulares e condições de baixa aderência sem abandonar o conforto urbano.
Visual “boxy” é uma das armas da nova marca
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A Deepal entra em um segmento que ganhou enorme popularidade na China: os SUVs de formato quadrado.
Esse estilo é caracterizado por:
-
capô elevado;
-
teto praticamente horizontal;
-
para-brisa relativamente vertical;
-
para-lamas marcados;
-
grande área envidraçada;
-
linhas retas;
-
visual robusto;
-
elementos externos funcionais.
A fórmula remete a modelos tradicionais como Land Rover Defender, mas ganhou novas interpretações entre fabricantes chinesas.
É exatamente esse estilo que a iCaur também escolheu para sua entrada no Brasil.
A disputa entre Deepal e iCaur será também visual
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A concorrência entre os dois grupos chineses vai além da tecnologia.
As marcas estão utilizando uma linguagem visual semelhante para conquistar um consumidor que procura SUVs com aparência aventureira.
A iCaur V27, por exemplo, possui linhas quadradas, rodas grandes, teto panorâmico, rack integrado e elementos que remetem claramente ao universo off-road.
Já o Deepal G318 segue caminho parecido, com carroceria robusta, estepe externo, elevada altura do solo e recursos destinados ao uso fora de estrada.
O consumidor brasileiro terá, portanto, duas novas famílias de SUVs chineses disputando praticamente o mesmo imaginário.
Deepal G318 será outra arma da Caoa
Além do V27, a Deepal G318 aparece como um dos modelos mais importantes da futura operação.
O G318 é maior que o V27 em algumas configurações e tem aproximadamente 5,01 metros de comprimento, 1,98 metro de largura e 2,88 metros de entre-eixos.
A versão mais potente conhecida utiliza dois motores elétricos, tração integral e aproximadamente 430 cv, com cerca de 58,3 kgfm de torque.
A bateria é de aproximadamente 35,1 kWh, enquanto a autonomia no modo elétrico fica acima de 130 km em padrões internacionais, conforme a configuração.
A autonomia total pode chegar a aproximadamente 850 km, também dependendo do ciclo e da versão.
G318 tem vocação mais aventureira
O Deepal G318 é particularmente interessante para o público brasileiro porque combina o sistema elétrico de autonomia estendida com equipamentos voltados para terrenos mais difíceis.
Entre os recursos disponíveis em algumas configurações estão:
-
suspensão pneumática;
-
bloqueio do diferencial traseiro;
-
diferentes modos de condução;
-
até 240 mm de vão livre do solo;
-
tração integral;
-
carroceria de desenho quadrado.
Essas características colocam o G318 em uma posição próxima à de SUVs como Tank 300, Tank 400 e futuros modelos de maior porte da concorrência chinesa.
G318 pode enfrentar iCaur V27 diretamente
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A comparação entre os dois projetos será inevitável.
O iCaur V27 chega ao Brasil com aproximadamente 455 cv, tração integral e tecnologia REEV.
O Deepal G318 apresenta uma arquitetura semelhante, também com dois motores elétricos e extensor de autonomia.
Isso significa que a disputa será travada em fatores como:
preço, autonomia, capacidade fora de estrada, espaço interno, tecnologia, acabamento e pós-venda.
A vantagem da Deepal será contar com a estrutura da Caoa, enquanto a iCaur chega apoiada pela expansão independente da Chery International.
Caoa possui experiência importante no mercado brasileiro
Essa é uma das cartas mais importantes da Deepal.
A Caoa possui quase cinco décadas de atuação no mercado brasileiro e já trabalhou com marcas como Hyundai, Subaru, Ford e Chery.
Além da estrutura comercial, o grupo possui uma fábrica em Anápolis, Goiás, que está sendo preparada para a produção de veículos da Changan.
A aliança oficial apresentada em 2025 prevê justamente a utilização da capacidade industrial, comercial e tecnológica dos dois grupos.
Isso dá à Deepal uma vantagem potencial sobre marcas que estão chegando ao Brasil sem histórico local.
Produção nacional poderá acontecer no futuro
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A possibilidade de produção local é um dos pontos mais interessantes da parceria.
A Caoa anunciou que a fábrica de Anápolis será preparada para produzir veículos da Changan e que a operação poderá trabalhar com diferentes matrizes energéticas.
A estratégia específica para os modelos Deepal ainda não está totalmente definida.
A chegada inicial deverá ocorrer por meio de importação, enquanto a possibilidade de nacionalização futura permanece em estudo.
Essa estratégia é semelhante ao caminho adotado por várias marcas chinesas que primeiro testam seus produtos no mercado brasileiro e posteriormente localizam parte da produção.
A Caoa Changan já tem estrutura industrial
Um dos diferenciais é que a parceria não começa apenas como uma operação de importação.
A Caoa informou oficialmente que possui um ciclo de investimentos de R$ 3 bilhões, anunciado em 2023, para modernizar a planta de Anápolis.
A estrutura foi planejada para trabalhar com manufatura 4.0, linhas flexíveis, rastreabilidade digital e produção de componentes estratégicos.
A Changan, por sua vez, possui uma escala global importante, produzindo mais de 2,3 milhões de veículos por ano e mantendo centros de pesquisa na China, Japão, Reino Unido e Estados Unidos.
Deepal não será a única marca da Caoa Changan
A estratégia brasileira da parceria é mais ampla.
A Caoa Changan já apresentou oficialmente a Avatr, marca premium desenvolvida pela Changan em parceria com Huawei e CATL.
O primeiro produto confirmado foi o Avatr 11, SUV elétrico de luxo com dois motores e aproximadamente 578 cv.
A Deepal terá posicionamento diferente.
Enquanto a Avatr busca o segmento superpremium, a Deepal tende a ficar em uma faixa mais ampla de SUVs eletrificados, incluindo modelos robustos e tecnológicos.
Essa divisão permite que a Caoa explore diferentes níveis do mercado.
Uma nova arquitetura de marcas chinesas
O movimento lembra o que outros grupos automotivos estão fazendo.
A BYD possui diferentes famílias e marcas.
A Chery trabalha com Omoda & Jaecoo e Jetour.
A GWM possui Haval, Tank e outras operações.
Agora, a Changan poderá utilizar:
Caoa Changan → modelos Changan + Deepal + Avatr
Essa estratégia possibilita que cada marca tenha identidade própria e atenda a um perfil específico de consumidor.
Preço será decisivo para a Deepal
Esse será um dos maiores desafios.
O segmento de SUVs grandes eletrificados está ficando extremamente competitivo.
Hoje, o Brasil já possui produtos como:
-
GWM Tank 300;
-
GWM Tank 400;
-
BYD Shark;
-
BYD Sealion;
-
Denza B5;
-
Jetour T2;
-
modelos premium da Volvo;
-
futuros produtos da iCaur.
Se a Deepal posicionar seus produtos muito acima dos R$ 350 mil, entrará em uma faixa de preço na qual a concorrência é extremamente sofisticada. Essa é justamente a preocupação apontada na análise da CNN Brasil.
O preço poderá ser, portanto, tão importante quanto a tecnologia.
A disputa também será contra os SUVs tradicionais
A Deepal não terá apenas concorrentes chineses.
Dependendo do preço, os modelos poderão enfrentar produtos tradicionais como:
-
Toyota SW4;
-
Chevrolet Trailblazer;
-
Ford Everest, dependendo da estratégia futura da marca;
-
Jeep Commander em faixas inferiores;
-
SUVs premium europeus.
O consumidor poderá comparar veículos de combustão tradicionais com modelos eletrificados.
Nesse cenário, autonomia, custo por quilômetro e tecnologia serão argumentos importantes.
Sistema REEV pode ser uma vantagem comercial
O extensor de autonomia oferece uma característica que pode ser muito valorizada no Brasil.
O consumidor terá a sensação de dirigir um elétrico, mas não ficará exclusivamente dependente da infraestrutura de recarga.
Em trajetos curtos, pode utilizar principalmente a eletricidade armazenada.
Em viagens longas, o gerador a gasolina entra em ação.
É uma espécie de ponte entre o carro elétrico e o veículo convencional.
A tecnologia pode ser especialmente interessante para consumidores que querem reduzir o consumo de combustível no cotidiano sem abrir mão da autonomia para viajar.
O impacto da iCaur acelerou a disputa
A chegada da iCaur ajudou a definir um novo território de competição.
A marca da Chery aposta em SUVs com desenho quadrado, acessórios para atividades ao ar livre e tecnologia REEV.
O V27 chega ao Brasil no primeiro semestre de 2027 com até 455 cv e autonomia total próxima ou superior a 1.000 km, conforme as informações divulgadas.
A resposta da Caoa não poderia ser mais direta.
A Deepal oferece produtos com características muito semelhantes, incluindo o G318.
É como se dois grandes grupos chineses estivessem disputando a mesma tendência antes mesmo de ela estar totalmente consolidada no Brasil.
Deepal G318 x iCaur V27
| Característica | Deepal G318 | iCaur V27 |
|---|---|---|
| Marca | Deepal/Changan | iCaur/Chery |
| Operação brasileira | Caoa Changan | Independente da Caoa |
| Proposta | SUV robusto eletrificado | SUV robusto eletrificado |
| Comprimento | Cerca de 5,01 m | Cerca de 4,90–5,04 m, conforme fonte/configuração |
| Lugares | 5 | 5 |
| Tração | Integral | Integral |
| Tecnologia | REEV | REEV |
| Motores elétricos | 2 na versão AWD | 2 |
| Potência | Cerca de 430 cv | Cerca de 455 cv |
| Bateria | Cerca de 35,1 kWh | Cerca de 34,3 kWh |
| Vão livre | Até 240 mm | Cerca de 224 mm |
| Perfil | Mais aventureiro | Mais próximo do estilo Defender |
| Brasil | Em preparação | 1º semestre de 2027 |
Os números acima servem como comparação das configurações divulgadas internacionalmente e não necessariamente representam as especificações finais brasileiras.
Brasil pode se tornar laboratório para os REEVs
A chegada simultânea dessas tecnologias pode transformar o mercado brasileiro.
Os REEVs ainda são menos conhecidos por aqui do que os híbridos convencionais e plug-in.
Caso Deepal e iCaur tenham preços competitivos, elas poderão ajudar a popularizar esse tipo de tecnologia.
O consumidor passará a ter mais uma opção:
elétrico puro → híbrido convencional → híbrido plug-in → elétrico com extensor de autonomia.
Isso amplia consideravelmente as possibilidades de eletrificação.
O que falta para a Deepal começar oficialmente?
Apesar das informações já divulgadas, ainda existem detalhes importantes em definição.
Entre eles:
-
nome comercial definitivo no Brasil;
-
versões;
-
preços;
-
equipamentos de cada configuração;
-
autonomia homologada pelo Inmetro;
-
consumo;
-
rede completa de concessionários;
-
garantia;
-
cronograma de importações;
-
eventual produção nacional.
O planejamento da operação está avançando, mas a própria reportagem mais recente indica que a estratégia específica da Deepal ainda está sendo definida.
Quando a Deepal chega ao Brasil?
A expectativa atual é de estreia no primeiro semestre de 2027.
O primeiro modelo citado para a operação é o V27, seguido por outros produtos da família.
O G318 aparece como uma das principais possibilidades para ampliar a linha e responder diretamente ao avanço da iCaur.
A operação deverá começar pela importação, enquanto a produção nacional permanece como uma possibilidade futura dentro da aliança entre Caoa e Changan.
O que esperar da Deepal em 2027?
A tendência é que a marca chegue ao país com uma identidade claramente associada a:
eletrificação + desempenho + tecnologia + visual robusto + autonomia elevada.
O consumidor também deverá encontrar uma proposta diferente daquela apresentada pela Avatr.
A Deepal poderá ocupar uma posição intermediária, enquanto a Avatr continua concentrada no segmento de luxo.
Isso cria uma estrutura potencialmente bastante competitiva para a Caoa.
Conclusão
A chegada da Deepal ao Brasil promete colocar ainda mais combustível na disputa entre as novas marcas chinesas.
A reação da Caoa acontece justamente no momento em que a iCaur, marca do Grupo Chery, prepara sua estreia brasileira com SUVs de visual quadrado, tração integral e tecnologia de autonomia estendida.
A Deepal, ligada à Changan e integrada à estratégia da Caoa Changan, deverá iniciar sua operação no primeiro semestre de 2027.
O primeiro modelo esperado é o V27, SUV de aproximadamente 4,90 metros, cerca de 455 cv, tração integral, bateria de 34,3 kWh e autonomia total superior a 1.000 km nas configurações divulgadas.
Depois, o G318 poderá se tornar uma das principais armas da marca.
Com aproximadamente 5,01 metros, dois motores elétricos, cerca de 430 cv, tração integral, tecnologia REEV e até 240 mm de vão livre em determinadas configurações, o modelo tem exatamente o tipo de proposta que vem ganhando espaço entre os SUVs chineses de aparência aventureira.
A vantagem da Caoa está em sua experiência no Brasil, na rede de concessionários e na estrutura industrial de Anápolis, que já faz parte do acordo estratégico com a Changan.
A grande questão será o preço.
Se a Deepal conseguir posicionar seus SUVs em uma faixa competitiva, terá condições de disputar consumidores não apenas com a iCaur, mas também com GWM, BYD, Jetour, Toyota, Jeep e outras marcas que atuam no segmento de SUVs médios e grandes.
O cenário que se desenha para 2027 é, portanto, bastante claro: os SUVs chineses de visual quadrado e motorização eletrificada vão deixar de ser uma novidade exótica e passarão a disputar diretamente o dinheiro do consumidor brasileiro.
E a Caoa não pretende assistir a essa transformação de fora.
Com a Deepal, o grupo brasileiro quer entrar diretamente na briga — e transformar a ofensiva da iCaur em uma nova batalha entre Chery e Changan pelo mercado brasileiro de SUVs eletrificados.
FOTO: “Imagem ilustrativa — não corresponde exatamente ao modelo real.”
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