DeLorean, de “De Volta para o Futuro”, vai disputar campeonato de carros voadores elétricos
Marca do lendário DMC-12 será a primeira construtora norte-americana na Airspeeder International Series. A equipe estreia em novembro de 2026 com uma aeronave elétrica padronizada e planeja desenvolver seu próprio modelo de competição a partir da temporada 2027-2028, em parceria com estudantes de engenharia de Berkeley e Georgia Tech.
O carro que ficou eternizado como uma máquina do tempo na trilogia cinematográfica De Volta para o Futuro está prestes a ganhar uma nova interpretação no mundo real. A DeLorean Motor Company anunciou sua entrada na Airspeeder International Series, competição dedicada a aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical, conhecidas pela sigla eVTOL.
O anúncio foi feito em 13 de outubro de 2026, durante o evento de tecnologia TechCrunch Disrupt, em San Francisco, nos Estados Unidos. A empresa será responsável pela equipe norte-americana e se tornará a primeira construtora dos Estados Unidos a participar da categoria. O time receberá o nome de DeLorean Airspeeder Team e tem estreia prevista para novembro, na abertura da temporada 2026-2027.
A iniciativa combina a história de uma marca conhecida pelo design futurista com uma modalidade de competição que leva o automobilismo para o espaço aéreo. Em vez de acelerar em pistas convencionais, as equipes disputarão corridas tridimensionais com aeronaves elétricas, utilizando trajetórias virtuais, sistemas avançados de controle e tecnologias de prevenção de colisões.
A participação também tem um significado simbólico: no filme De Volta para o Futuro II, lançado em 1989, o DeLorean DMC-12 modificado pelo personagem Doc Brown já era capaz de voar. Agora, mais de três décadas depois, o nome DeLorean passa a fazer parte de um projeto real de competição aérea elétrica — ainda que com uma tecnologia bem diferente daquela apresentada no cinema.
A empresa e a organização Airspeeder confirmaram a estreia e os planos de desenvolvimento em comunicado publicado em 13 de outubro.
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DeLorean estreia em novembro com aeronave elétrica padronizada
Na primeira temporada, a equipe não utilizará uma aeronave inteiramente desenvolvida pela própria DeLorean. O time competirá com o Airspeeder Mk3C, plataforma elétrica padronizada fabricada pela Alauda Aeronautics e destinada às equipes da categoria.
A DeLorean ficará responsável pela identidade visual e pela participação esportiva do time norte-americano, enquanto a base técnica seguirá o padrão estabelecido pela organização.
Esse formato permite que a equipe entre na competição sem precisar desenvolver uma aeronave própria desde o início. Também ajuda a manter uma base técnica comum entre os concorrentes, reduzindo diferenças de projeto e permitindo que estratégia, preparação, controle de voo e desempenho operacional tenham maior influência nos resultados.
A Airspeeder ainda deverá divulgar os detalhes finais da aeronave da equipe, a formação de pilotos e o programa esportivo antes da primeira etapa.
A estreia está prevista para novembro de 2026, quando começa a temporada internacional de 2026-2027. Será o primeiro capítulo de uma participação que a marca pretende aprofundar no campeonato seguinte.
Modelo próprio será desenvolvido com estudantes de engenharia
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O plano mais ambicioso da DeLorean está previsto para a temporada 2027-2028, quando a empresa pretende trabalhar em uma aeronave de competição própria.
O projeto envolverá equipes de estudantes de engenharia de universidades norte-americanas, incluindo a University of California, Berkeley, e o Georgia Institute of Technology, conhecido como Georgia Tech.
A proposta é aproximar o automobilismo aéreo da formação de novos profissionais, reunindo conhecimentos de engenharia, design, sistemas elétricos, controle de voo e desenvolvimento de aeronaves.
A participação das universidades poderá oferecer aos estudantes experiência prática em um projeto de alta complexidade, no qual desempenho e segurança precisam ser considerados desde as primeiras etapas do desenvolvimento.
Para a DeLorean, o trabalho também representa uma oportunidade de transformar sua entrada na Airspeeder em algo além de uma presença visual no campeonato. A intenção é evoluir de uma equipe que utiliza uma plataforma existente para uma construtora envolvida diretamente no projeto de uma aeronave de corrida.
Ainda não foram divulgados os detalhes técnicos do modelo futuro, incluindo potência, velocidade máxima, autonomia, dimensões ou materiais empregados.
Como funcionam as corridas de carros voadores elétricos?
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A Airspeeder International Series não utiliza automóveis convencionais capazes de trafegar pelas ruas e depois decolar. A competição emprega aeronaves elétricas projetadas especificamente para voar e realizar manobras em ambientes controlados.
Esses veículos pertencem à categoria dos eVTOLs, sigla em inglês para electric vertical take-off and landing, ou aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical.
Em vez de depender de uma pista longa, como acontece com muitos aviões, os eVTOLs utilizam propulsores elétricos para levantar voo verticalmente e retornar ao solo. A configuração exata varia conforme o projeto de cada aeronave.
No caso da Airspeeder, o desafio é realizar corridas em três dimensões. As trajetórias são delimitadas digitalmente por portais virtuais, que orientam os competidores ao longo do percurso.
Isso muda radicalmente a lógica do automobilismo tradicional. Em uma pista terrestre, a disputa acontece sobre uma superfície, com curvas, retas, frenagens e pontos de ultrapassagem. No ar, os competidores também podem variar a altitude, acrescentando uma dimensão extra às decisões de trajetória.
A organização descreve a categoria como uma combinação de automobilismo, engenharia aeroespacial e tecnologias de inteligência artificial. O objetivo é criar disputas próximas e visualmente atraentes, sem deixar de lado os controles necessários para manter as aeronaves separadas em voo.
A Airspeeder apresenta o campeonato como uma plataforma para acelerar o desenvolvimento de sistemas de propulsão elétrica, comunicação entre veículos, controle de voo e tecnologias de segurança.
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Os carros voadores da Airspeeder terão pilotos a bordo?
Um detalhe importante diferencia essas corridas dos carros de rua: as aeronaves da plataforma Mk3 foram desenvolvidas para serem pilotadas remotamente por profissionais posicionados em solo, que controlam o veículo por meio de comandos e simuladores preparados para reproduzir a experiência de voo.
A proposta permite testar velocidades elevadas, acelerações e mudanças rápidas de direção sem colocar um piloto fisicamente dentro da aeronave durante as primeiras fases da competição. O projeto Mk3 foi apresentado pela Airspeeder como uma plataforma de corrida não tripulada, com controle remoto e tecnologias de segurança específicas.
A organização também descreve o uso de sensores, comunicação entre aeronaves e sistemas de prevenção de colisões para ajudar a controlar as distâncias entre os competidores. Entre as soluções de segurança divulgadas pela Airspeeder estão sistemas de detecção de obstáculos, redundância de motores e mecanismos destinados a reduzir os riscos durante a operação.
É importante, porém, não confundir essas tecnologias com uma garantia absoluta de segurança. Assim como acontece no automobilismo e na aviação experimental, o desenvolvimento e a validação dos sistemas continuam sendo partes fundamentais do projeto.
O Airspeeder Mk3C é rápido como um carro de Fórmula 1?
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A comparação com a Fórmula 1 aparece frequentemente quando o assunto são as corridas de eVTOLs. A diferença é que a disputa não acontece em uma pista de asfalto, mas em trajetórias aéreas delimitadas eletronicamente.
A Airspeeder divulgou anteriormente que a plataforma Mk3 utiliza propulsão elétrica de 96 kW e foi desenvolvida para atingir velocidades superiores a 120 km/h. Esses números pertencem às especificações divulgadas para a plataforma Mk3 e não devem ser automaticamente atribuídos ao Mk3C em sua configuração definitiva de competição, cujos detalhes atualizados ainda precisam ser confirmados.
O desempenho de uma aeronave elétrica depende de fatores diferentes daqueles encontrados nos automóveis, como sustentação, estabilidade, controle de altitude, eficiência dos propulsores e gerenciamento da bateria. Por isso, velocidade máxima isolada não é suficiente para comparar diretamente um eVTOL de corrida com um carro de Fórmula 1.
O aspecto mais interessante está na combinação de aceleração, manobrabilidade e controle em três dimensões. A modalidade procura criar disputas esportivas que aproveitem essas características, sem tentar reproduzir exatamente o formato das corridas automobilísticas tradicionais.
A tecnologia de corrida pode chegar aos veículos do futuro?
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Um dos argumentos utilizados pela Airspeeder para justificar o campeonato é que a competição pode ajudar a desenvolver tecnologias para a chamada mobilidade aérea avançada.
Durante as corridas, equipes de engenharia trabalham com sistemas elétricos, baterias, controle de voo, comunicação entre veículos e ferramentas digitais para monitorar o comportamento das aeronaves.
Essas áreas também são importantes para o desenvolvimento de eVTOLs destinados a outras aplicações, como transporte urbano, logística e serviços especializados. A competição funciona, portanto, como um ambiente de experimentação tecnológica.
Isso não significa que uma aeronave de corrida esteja pronta para transportar passageiros comercialmente. Um veículo desenvolvido para competição precisa cumprir objetivos distintos dos exigidos em operações civis de transporte, incluindo requisitos próprios de certificação, capacidade de carga, redundância, operação em diferentes condições meteorológicas e segurança dos ocupantes.
A possível transferência de conhecimentos dependerá dos resultados dos testes e da adaptação das soluções a projetos com objetivos diferentes.
O que a DeLorean tem a ver com carros voadores?
A ligação entre a marca e as aeronaves elétricas vai além do apelo publicitário.
O DeLorean DMC-12 tornou-se um ícone mundial após aparecer na trilogia De Volta para o Futuro. No segundo filme, lançado em 1989, o carro modificado pelo cientista Doc Brown podia voar, alimentando durante décadas a associação entre o nome DeLorean e o imaginário futurista.
Na realidade, o DMC-12 original foi um esportivo produzido entre 1981 e 1982, conhecido pela carroceria de aço inoxidável e pelas portas com abertura vertical. A fabricante original encerrou as atividades, mas a marca DeLorean permaneceu viva na cultura automotiva.
A atual DeLorean Motor Company, baseada no Texas, é uma empresa diferente da fabricante original e detém os direitos relacionados à marca desde 1995, dedicando-se também à restauração e ao suporte de exemplares históricos.
Sua entrada na Airspeeder não significa que o DMC-12 voltará a ser produzido como carro voador. O projeto anunciado diz respeito a aeronaves elétricas de competição, com concepção e tecnologia próprias.
O paralelo com o cinema é evidente, mas a aplicação prática pertence ao campo da engenharia aeroespacial e do automobilismo experimental.
O que esperar da temporada 2026-2027?
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A estreia da DeLorean Airspeeder Team está prevista para novembro de 2026, na abertura da temporada 2026-2027. Antes da primeira etapa, a organização deve divulgar mais informações sobre a aeronave utilizada, a equipe de pilotos e o programa esportivo.
Na primeira temporada, a prioridade será participar da competição com o Mk3C padronizado e estabelecer a presença norte-americana na categoria. A partir de 2027-2028, o projeto prevê uma participação técnica mais profunda, com o desenvolvimento de uma aeronave própria em colaboração com estudantes de engenharia.
Esse calendário permitirá acompanhar a evolução do programa em duas etapas: primeiro, a estreia competitiva; depois, a transição para um projeto no qual a DeLorean pretende atuar mais diretamente no desenvolvimento do veículo.
Ainda não foram divulgados todos os detalhes sobre as equipes adversárias, o formato completo das provas ou o calendário definitivo de cada rodada.
DeLorean Airspeeder Team: principais informaçõesAnúncios
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Item |
Informação |
|---|---|
|
Equipe |
DeLorean Airspeeder Team |
|
País representado |
Estados Unidos |
|
Campeonato |
Airspeeder International Series |
|
Anúncio oficial |
13 de outubro de 2026 |
|
Local do anúncio |
TechCrunch Disrupt, San Francisco |
|
Estreia prevista |
Novembro de 2026 |
|
Temporada inicial |
2026-2027 |
|
Aeronave de estreia |
Airspeeder Mk3C |
|
Desenvolvimento de modelo próprio |
Previsto para 2027-2028 |
|
Parceiros acadêmicos |
UC Berkeley e Georgia Tech |
|
Tipo de veículo |
Aeronave elétrica eVTOL de competição |
|
Venda ao público |
Não anunciada |
Conclusão: DeLorean leva sua imagem futurista para o céu
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A entrada da DeLorean na Airspeeder International Series une uma marca lendária da cultura automotiva a uma modalidade de competição que ainda está em fase de consolidação.
A estreia com a aeronave padronizada Mk3C permite que a equipe norte-americana participe já na temporada 2026-2027. O plano de desenvolver um modelo próprio no campeonato seguinte, com participação de estudantes da UC Berkeley e da Georgia Tech, mostra que a empresa pretende ampliar sua presença para além da identidade visual.
A iniciativa também ajuda a aproximar o público das tecnologias eVTOL, que estão sendo desenvolvidas para diferentes usos, embora as aeronaves de corrida ainda não representem uma solução pronta para o transporte cotidiano de passageiros.
Mais de 40 anos depois de o DeLorean DMC-12 conquistar o imaginário de milhões de pessoas nos cinemas, o nome da marca volta a aparecer associado a máquinas voadoras. Desta vez, não se trata de uma viagem no tempo, mas de um projeto real de competição elétrica que promete levar o automobilismo a uma nova dimensão.
FOTO: “Imagem ilustrativa — não corresponde exatamente ao modelo real.”
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