Varejo Avança em Março com Apoio do Crédito, Apesar dos Juros Altos
Mesmo diante de um cenário de juros ainda elevados, o setor varejista brasileiro surpreendeu positivamente em março de 2025.
Segundo dados do IBGE, as vendas no comércio varejista restrito cresceram 0,8%, enquanto o varejo ampliado, que inclui veículos, autopeças e materiais de construção, registrou avanço de 1,9% em relação a fevereiro.
💳 Crédito como Motor do Consumo
A principal explicação para o bom desempenho está na expansão do crédito ao consumidor.
Mesmo com a Selic mantida em 10,50% ao ano, o volume de empréstimos e financiamentos vem crescendo, sobretudo por conta de linhas com prazos mais longos e taxas subsidiadas.
De acordo com o Banco Central, o volume total de crédito para pessoas físicas cresceu 1,4% em março, com destaque para crédito consignado, financiamento de veículos e cartão de crédito parcelado.
🛒 Segmentos em Destaque
Entre os destaques do mês no varejo restrito, estão:
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Supermercados e alimentos: +1,2%
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Móveis e eletrodomésticos: +0,9%
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Tecidos, vestuário e calçados: +1,5%
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Artigos farmacêuticos: +0,7%
No varejo ampliado, a retomada de vendas de veículos (+2,3%) e o crescimento no segmento de materiais de construção (+1,1%) impulsionaram o desempenho geral.
📉 Pressão nos Juros Não Contém Demanda
Analistas destacam que, embora o custo do crédito esteja elevado, a melhora na confiança do consumidor, aliada a promoções e aumento da competição entre varejistas e bancos, tem sustentado o consumo.
Além disso, o aumento da formalização do trabalho e reajustes salariais acima da inflação em alguns setores têm ajudado a recompor o poder de compra.
“O crescimento das vendas mesmo com juros altos mostra uma resiliência importante do consumo, puxada pela maior oferta de crédito e melhora da renda”, afirma Ariane Benedito, economista-chefe do PicPay.
📉 Perspectivas para os Próximos Meses
A expectativa é que o setor mantenha um ritmo de crescimento moderado, com possível desaceleração caso a inflação pressione novamente e os juros demorem a cair.
No entanto, o mercado aposta em cortes na Selic a partir do segundo semestre, o que pode renovar o fôlego do consumo.
FOTO: IA
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