O Brasil: Um Paraíso para a Indústria Farmacêutica, Afirma Presidente da ANS
Em uma recente declaração, Paulo Rebello, presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), afirmou que o Brasil se tornou uma verdadeira “Disneylândia” para a indústria farmacêutica.
Segundo Rebello, o faturamento das empresas farmacêuticas tem crescido significativamente, muitas vezes às custas de outros elos da cadeia de saúde.
Judicialização e Acesso a Medicamentos
Rebello destacou que a judicialização no Brasil é intensa e distinta em comparação com outros países.
Nos últimos anos, mudanças regulatórias aumentaram a pressão sobre o setor de saúde.
A criação da Lei 14.454, que permite que beneficiários de planos de saúde tenham acesso a medicamentos não incorporados pela agência reguladora, desde que haja evidência científica de sua eficácia, criou um cenário desafiador.
Impacto nos Planos de Saúde
A incorporação de medicamentos de alto custo nos planos de saúde é uma das principais preocupações.
Antes, esses medicamentos levavam até dois anos para serem aprovados, mas agora essa aprovação é feita mensalmente.
Isso tem levado a um aumento significativo nos custos dos planos de saúde, impactando tanto as operadoras quanto os beneficiários.
Reações do Setor
Representantes do setor de saúde, como José Seripieri Filho, presidente da Amil, e Jeane Tsutsui, presidente do Fleury, também expressaram suas preocupações.
Seripieri destacou o impacto financeiro de medicamentos extremamente caros, como o Zolgensma, que pode custar até R$ 7,5 milhões.
Tsutsui enfatizou a importância de uma incorporação cuidadosa de novas tecnologias.
Necessidade de Discussão
Rebello concluiu que é crucial debater o acesso a tratamentos de saúde no Brasil, considerando a realidade econômica do país.
Ele apontou que cerca de 20% das operadoras de saúde não conseguem alcançar a metade do faturamento mensal necessário para cobrir o custo de certos medicamentos.
FOTO: INTERNET
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