Empresas Madeireiras no Sul do Brasil Suspenderam Atividades com Férias Coletivas
Em 30 de julho de 2025, os Estados Unidos formalizaram uma tarifa adicional de 50 % sobre produtos florestais brasileiros, afetando diretamente exportações de madeira, portas, painéis e molduras produzidos por empresas no Paraná,
Santa Catarina e Mato Grosso — regiões que respondem por grande parte desses embarques para o mercado norte-americano.
Impacto imediato: produção suspensa e incertezas
Mesmo com algumas exceções, o efeito foi rápido e contundente:
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A empresa Millpar, no Paraná, colocou 640 funcionários em férias coletivas por 15 dias, o que corresponde a cerca de 57,7 % de sua força de trabalho na unidade de Guarapuava.
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A indústria madeireira catarinense também anunciou medidas similares, com férias coletivas em massa entre os colaboradores.
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De forma mais ampla, o setor florestal brasileiro registrou uma queda abrupta na demanda, com suspensão de contratos, acúmulo de estoque e possíveis demissões, mesmo antes do início oficial das tarifas.
Consequências estruturais
Essas ações não são isoladas.
A Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE Florestas) alertou para os riscos de paralisação nas operações e perda de empregos no estado.
Do mesmo modo, empresas como a BrasPine, em Telêmaco Borba, suspenderam a produção e colocaram 1.500 funcionários em férias coletivas, representando 60 % da equipe, como forma de ajuste imediato.
Tabela de Impactos
| Estado / Empresa | Medida Adotada | Proporção de Pessoal Afetado |
|---|---|---|
| Millpar (Paraná) | Férias coletivas por 15 dias | 57,7 % dos funcionários |
| BrasPine (Paraná) | Férias coletivas | 60 % da força de trabalho |
| Setor florestal geral | Suspensão de produção e estoques | Vários casos em SC/MT também afetados |
Análise crítica
Pontos positivos (paradoxo):
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As férias coletivas podem oferecer uma alternativa de curto prazo à demissão em massa.
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Possibilitam ajustar estoques e evitar produção sem demanda.
Pontos negativos graves:
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A tarifa de 50 % reduz drasticamente a competitividade do produto brasileiro.
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Exportadores ainda enfrentam incerteza total sobre a manutenção ou reversão das tarifas.
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Comunidades inteiras nas regiões produtoras (e.g., Telêmaco Borba e Guarapuava) avaliam aumentos significativos de desemprego se nada for feito.
O que é necessário fazer?
Para evitar o desmoronamento do setor, é urgente que o governo:
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Negocie reversão ou flexibilização da tarifa junto aos EUA;
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Fortaleça medidas de apoio interno, com linhas de crédito emergencial e incentivo à produção nacional;
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Diversifique mercados-alvo, acelerando acordos comerciais com outros países.
FOTO: INTERNET
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