Casas Bahia solicita recuperação extrajudicial para dívida de R$ 4,1 bilhões
A Casas Bahia tomou uma medida estratégica ao entrar com um pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar suas dívidas, que totalizam R$ 4,1 bilhões.
Esse pedido, já acordado com os principais credores, busca estabelecer novas condições que garantam a sustentabilidade financeira da empresa.
A renegociação envolve a reestruturação das 6ª, 7ª, 8ª e 9ª séries de debêntures, que anteriormente tinham um custo médio de CDI +2,7% e prazo de 22 meses.
Agora, com o acordo, o custo foi reduzido para CDI +1,2% e o prazo estendido para 72 meses.
Essa medida visa preservar um montante significativo de caixa até 2027, proporcionando à empresa mais flexibilidade financeira para lidar com desafios futuros e aproveitar oportunidades de mercado.
Como parte do acordo, os principais bancos credores terão a opção de converter 63% dos valores devidos em ações da varejista, enquanto os demais credores serão beneficiados com uma carência de 24 meses para juros e 30 meses para pagamento do principal.
Isso reduzirá significativamente os desembolsos da empresa até 2027, de R$ 4,8 bilhões para apenas R$ 500 milhões.
Essa reestruturação abrange apenas dívidas financeiras sem garantias, como debêntures e CCBs, e visa transformar várias séries de debêntures em uma única série, facilitando a gestão da dívida.
Além disso, proporciona opções flexíveis para os credores, incluindo a conversão da dívida em ações da empresa ou o recebimento dos valores devidos com juros após um determinado período.
O CEO da Casas Bahia, Renato Franklin, destaca que essa negociação representa um marco significativo para a empresa, transformando seu perfil de dívida e garantindo sua estabilidade financeira a longo prazo.
Essa medida reflete o compromisso da empresa em superar desafios e garantir seu crescimento sustentável no mercado varejista.
Foto: Internet
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