‘Taxa das Blusinhas’ Ajudou Setor Têxtil, Mas Desafios Persistem
A “taxa das blusinhas”, como ficou popularmente conhecida a Lei 14.902/2024, trouxe impactos importantes para o setor têxtil brasileiro, mas especialistas e empresários alertam que a medida ainda é insuficiente para equilibrar a balança entre a indústria nacional e as plataformas internacionais de e-commerce.
Em vigor desde agosto de 2024, a lei prevê a taxação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 (R$ 303), antes isentas de tributos.
O principal objetivo da medida foi fortalecer o mercado local, especialmente o varejo de moda, que enfrentava concorrência acirrada de empresas estrangeiras com preços muito abaixo da média nacional.
Porém, o cenário revela que o setor ainda enfrenta desafios estruturais e externos.
Impactos Econômicos e Tributação
Segundo Fernando Pimentel, diretor-superintendente da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), embora a nova lei tenha contribuído para o desempenho do varejo têxtil, é difícil determinar o real peso da medida, já que o aumento do dólar também encareceu as importações.
Em 2025, o setor enfrentará um novo ajuste com a uniformização do ICMS estadual para encomendas internacionais, fixado em 20%.
A expectativa é que os produtos importados fiquem mais caros, mas ainda não suficiente para igualar as condições de concorrência com os produtos nacionais.
Para Caroline Sanchez, analista de varejo da Levante Inside Corp, o impacto da “taxa das blusinhas” foi pontual e favoreceu grandes redes de moda, como Renner, Riachuelo e C&A.
No entanto, Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, avalia que a medida, isoladamente, não impulsionará um crescimento significativo no setor.
Para ele, uma redução na carga tributária sobre os produtos locais teria maior impacto.
Cenário Global e Incertezas
O contexto internacional também pode influenciar o setor.
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante sua campanha presidencial, defendeu a taxação de até 20% sobre produtos importados, com possibilidade de alíquotas ainda maiores para itens de países do Brics, como Brasil e China.
Se essas medidas forem implementadas, o Brasil poderá enfrentar um aumento nas importações chinesas devido ao excedente no mercado global, enquanto tenta ampliar suas exportações.
Para isso, diferenciais como sustentabilidade, design e inovação podem ser cruciais para competir internacionalmente.
Inovação e Sustentabilidade Como Saídas
Especialistas destacam que o setor têxtil brasileiro precisa ir além da dependência de medidas governamentais para prosperar.
Giordana Madeira, diretora da Febratex, observa que empresas que investem em inovação, sustentabilidade e diferenciação de materiais conseguem competir melhor no mercado.
O sucesso de marcas como a Shein demonstra que, além da questão tributária, estratégias como inovação digital, atendimento às tendências de moda e preços competitivos são essenciais para conquistar os consumidores.
Conclusão
A “taxa das blusinhas” foi um passo importante para o setor têxtil nacional, mas está longe de ser uma solução completa.
Com desafios estruturais como altos custos de produção e a carga tributária elevada, a indústria precisa investir em inovação e diferenciação para se destacar no mercado interno e global.
E você, acredita que a indústria têxtil brasileira está no caminho certo?
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FOTO: INTERNET
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