Dia da Cachaça: vendas disparam, mercado se consolida e vodka perde espaço
No Brasil, no dia 13 de setembro é celebrado o Dia Nacional da Cachaça — um momento propício para olhar de perto os dados mais recentes e entender o que está por trás de uma alta impressionante: segundo levantamento da Scanntech, a cachaça teve crescimento de 201% em volume de vendas nos últimos 20 meses.
Enquanto isso, a vodka — tradicional parceira da caipirinha — vê sua participação diminuir, tanto em volume quanto faturamento interno.
O que explica essa virada de quadro no mercado de destilados? Vamos destrinchar.
Números que impressionam
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Alta de 201% nas vendas em volume da cachaça no Brasil nos últimos 20 meses.
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A cachaça corresponde hoje a 75,1% das vendas de destilados (no mercado interno de bebidas alcoólicas), enquanto a vodka representa 24,9%.
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Produção registrada de mais de 292 milhões de litros em 2024, com crescimento de 29,58% em relação a 2023.
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Número de produtos de cachaça registrados cresceu 20,4% no mesmo comparativo de 2024 vs 2023.
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Estabelecimentos produtores também aumentaram: em 2024 foram 1.266 cachaçarias formais no país, uma alta de 4% sobre o ano anterior.
O que está impulsionando esse crescimento
a) Mudança de hábito do consumidor
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Consumidores brasileiros voltam a valorizar bebidas nacionais e tradicionais, como a cachaça. Há maior apreço pela identidade cultural, história, pelo “feito no Brasil”.
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Versões mais acessíveis (“econômicas” ou “popular/tradicional”) estão ganhando espaço — comprometendo fatias menores da vodka premium, por exemplo.
b) Produção mais organizada e regulamentada
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O número de marcas, produtos e produtores registrados aumentou significativamente, o que indica formalização, maior controle de qualidade e atratividade para novos empreendedores.
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Minas Gerais segue como líder em número de produtores e marcas, reforçando a importância regional na cadeia.
c) Condições de mercado favoráveis
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A crise econômica, inflação, mudanças nos hábitos de consumo tendem a levar o consumidor a buscar opções mais acessíveis — a cachaça tradicionalmente oferece melhor custo-benefício nessas situações.
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Ampliação de canais de venda regionais, micro e pequenas cachaçarias, e fortalecimento do varejo local.
Impactos mais amplos: o que isso significa para o setor e para o consumidor
Para o setor
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O crescimento mostra que a cachaça não está só resistindo, mas se reinventando: mais opções, diferentes estilos, marcas premium mas também fortes na base popular.
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A competição interna vai aumentar: marcas tradicionais vão precisar inovar (aromas, apresentação, marketing) para manter fatias de mercado.
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Desafio regulatório: formalização, fiscalização e certificação vão ganhar importância, para garantir qualidade e reputação frente ao consumidor exigente.
Para o consumidor
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Maior diversidade de ofertas e de preços — quem consome poderá escolher entre uma gama mais ampla de marcas, sabores e estilos.
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Possível queda de preço em linhas mais populares, se a produção continuar crescendo e se houver bom equilíbrio entre oferta e demanda.
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Mais atenção para qualidade: consumidor começa a valorizar procedência, rótulo, produção artesanal ou industrial, envelhecimento, certificações.
Limites e desafios
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A vodka ainda conserva apelo, especialmente em regiões ou perfis de usuários que preferem destilados com sabor mais neutro ou misturas. A migração de vapor ainda pode não ocorrer em todos os segmentos.
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Preconceito ainda existe no setor de cachaça: algumas pessoas associam a bebida a imagem mais “simplista” ou “rústica”. Isso pode inibir marcas premium ou regionais de alcançar alguns nichos.
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Infraestrutura, logística, custo tributário continuam sendo desafios para o setor, especialmente para pequenos produtores em áreas mais remotas.
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Exportações são ainda modestas em comparação ao mercado interno; crescimento lá fora exige mais regulação, marketing e certificação.
Cenário futuro e previsões
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Se o crescimento continuar nesse ritmo, a cachaça pode se consolidar não só como bebida de ocasião, mas parte rotineira do consumo de destilados no Brasil, desafiando mesmo bebidas importadas.
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Inovações (versões envelhecidas, blends, cachaças premium, orgânicas) devem ganhar mais espaço, inclusive para exportação.
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O marketing cultural e a valorização regional podem ser diferenciais — rótulos que contam histórias, produtos com identidade de alambique ou terroir, apelos de tradição.
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Regulação e certificação tendem a acompanhar o crescimento: consumidores vão demandar mais clareza sobre origem, ingredientes e processos.
Conclusão
A cachaça vive um momento de ouro: volume de vendas subiu mais de 200% em menos de dois anos; participação no mercado interno supera a da vodka; produção, registro de produtos e marcas formalizadas estão em forte crescimento.
Mas esse crescimento traz responsabilidades: qualidade, segurança, regulação, e posicionamento de mercado.
Quem faz cachaça — ou quer entrar nesse mercado — precisa se adaptar: seja inovando, seja mantendo a tradição com processos naturais.
E para o consumidor: uma hora de valorização, mas também de exigir.
FOTO: INTERNET
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