A General Motors (GM) anunciou a demissão de aproximadamente 1.000 funcionários, majoritariamente ocupantes de funções administrativas e gerenciais, como parte de uma estratégia para reduzir custos.
A montadora visa cumprir sua meta de economizar US$ 2 bilhões em custos fixos até o final de 2024.
Motivações para as demissões
A GM está enfrentando um cenário desafiador enquanto equilibra:
- A produção e modernização de veículos movidos a combustão.
- Pesados investimentos em infraestrutura para veículos elétricos (VEs), incluindo fábricas de baterias e peças específicas.
- A incerteza sobre a velocidade da adoção de VEs no mercado global.
Essas mudanças ocorrem em meio a um crescimento moderado do setor de VEs nos EUA.
Até setembro de 2024, as vendas de veículos elétricos cresceram 7,2%, alcançando 936 mil unidades, um ritmo menor em comparação ao salto de 47% registrado em 2023.
Cortes anteriores
PUBLICIDADE
A empresa já havia reduzido sua força de trabalho ao longo do ano:
- Em abril, cerca de 5.000 funcionários aceitaram pacotes de aquisição voluntária, o que inicialmente evitou demissões involuntárias.
- No entanto, a GM alertou que novas reduções poderiam ser necessárias.
Impacto e perspectiva
PUBLICIDADE
A empresa ainda mantém 150 mil funcionários globalmente, com o maior grupo localizado no centro técnico de Michigan.
Embora as vendas de VEs devam ultrapassar o recorde de 2023 (1,19 milhão), o ritmo desacelerado de crescimento reforça os desafios de empresas como a GM para equilibrar o foco em veículos elétricos com a necessidade de manter a lucratividade.
PUBLICIDADE
Esse movimento reflete a pressão que muitas montadoras enfrentam para otimizar suas operações diante de um mercado competitivo e em transformação.
FOTO: INTERNET