Ações da Azul Despencam Mais de 20% em Meio a Preocupações com Dívida
As ações da Azul sofreram uma queda acentuada de 24,14% no pregão desta quinta-feira, 29, atingindo novas mínimas históricas.
A forte reação do mercado ocorre em meio a preocupações dos investidores sobre possíveis estratégias que a companhia aérea poderia adotar para lidar com suas crescentes obrigações de dívida.
A Bloomberg News publicou uma reportagem na quarta-feira, 28, sugerindo que a Azul estaria considerando desde uma oferta de ações até um pedido de recuperação judicial para enfrentar seus compromissos financeiros iminentes.
A notícia gerou um intenso movimento de venda das ações, refletindo o temor de que a empresa pudesse estar em dificuldades maiores do que o esperado.
No entanto, a Azul respondeu prontamente, afirmando que a matéria foi “mal interpretada” e que a companhia continua saudável financeiramente.
John Rodgerson, CEO da Azul, em entrevista à Reuters, desmentiu a possibilidade de um pedido de recuperação judicial e enfatizou que a empresa está focada em negociações amigáveis com seus parceiros para otimizar sua estrutura de capital.
“Não temos uma empresa aérea quebrada. Temos uma empresa aérea super saudável”, declarou o executivo, reforçando que a Azul não planeja entrar com um pedido de proteção contra credores.
A Azul também comunicou que está desenvolvendo um novo plano estratégico para fortalecer sua estrutura de capital e liquidez, destacando que possui capacidade adicional de captação de recursos, como os US$ 800 milhões utilizando a Azul Cargo como garantia primária.
Além disso, a empresa mantém diálogos com o Grupo Abra, acionista controlador da Gol, sobre possíveis parcerias ou fusões, embora não tenha havido nenhum acordo concreto até o momento.
Mesmo diante das garantias da empresa, o mercado continua a reagir de forma cautelosa, refletindo as incertezas em torno da saúde financeira da Azul e de suas perspectivas futuras.
FOTO: INTERNET
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