Lamborghini cancela projeto

Lamborghini cancela projeto elétrico e aposta em híbridos plug-in

Lamborghini cancela projeto elétrico e aposta em híbridos plug-in

A fabricante italiana, pertencente ao grupo Volkswagen Group por meio da Audi, vinha sinalizando que lançaria seu primeiro BEV (veículo elétrico a bateria) até o fim da década.

O Lanzador seria esse marco — um crossover 2+2 de alto desempenho, apresentado como conceito para antecipar o futuro da marca.

Agora, o plano mudou.

Segundo o CEO da Lamborghini, o mercado de superesportivos ainda não demonstra demanda consistente por um modelo totalmente elétrico no segmento da marca.

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O foco passa a ser uma linha composta exclusivamente por híbridos plug-in (PHEV) nos próximos anos.


Estratégia revisada: híbridos no centro do jogo

A Lamborghini já iniciou sua transição para eletrificação parcial. Modelos como:

  • Lamborghini Revuelto

  • Lamborghini Urus SE

  • Lamborghini Temerario

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marcam essa nova fase, combinando motores V8 ou V12 com sistemas elétricos para melhorar desempenho e reduzir emissões.

Na prática, a marca está dizendo o seguinte:
eletrificação, sim — mas sem abrir mão de som, emoção e identidade mecânica.

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O problema do elétrico no segmento de luxo extremo

Diferente de marcas generalistas, a Lamborghini vende:

  • Exclusividade

  • Experiência sensorial

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  • Som do motor

  • Design agressivo

  • Tradição mecânica

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No segmento acima de centenas de milhares de euros, o fator emocional pesa mais do que eficiência energética. Um superesportivo silencioso ainda enfrenta resistência entre compradores tradicionais.

Além disso, há desafios técnicos:

  • Peso elevado das baterias

  • Autonomia sob uso extremo

  • Perda de identidade sonora

  • Infraestrutura limitada para clientes que usam o carro globalmente

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Contexto do mercado

Outras marcas de alto padrão também vêm ajustando seus cronogramas elétricos.

A demanda por veículos 100% elétricos desacelerou em diversos mercados, especialmente no segmento premium.

O movimento da Lamborghini indica uma postura pragmática: investir onde há cliente disposto a pagar.

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O Lanzador acabou?

Oficialmente, o projeto foi suspenso — não enterrado.

A tecnologia continua sendo desenvolvida dentro do grupo, e a marca pode revisitar o plano caso o mercado mude.

Mas, no curto e médio prazo, a Lamborghini deixa claro que sua linha será 100% híbrida, não 100% elétrica.

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Conclusão

A decisão reforça uma visão tradicional do segmento de superesportivos: inovação é necessária, mas não pode romper com a essência da marca.

O cliente da Lamborghini quer desempenho brutal, emoção ao acelerar e o som de um motor que faça o chão tremer.

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Se for híbrido e mais rápido, ótimo. Se for silencioso demais, perde parte do encanto.

No fim das contas, a marca escolheu ouvir o mercado.

E no mundo dos supercarros, quem paga a conta costuma dar a palavra final.

FOTO: INTERNET

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