Crescimento dos veículos eletrificados no Brasil — desafios da infraestrutura de recarga
O mercado automotivo brasileiro vive um momento de transição.
O número de veículos eletrificados (híbridos e 100% elétricos) cresce de forma acelerada, impulsionado pela busca por alternativas mais sustentáveis, pelo aumento no preço dos combustíveis fósseis e pelos incentivos fiscais concedidos em algumas regiões.
Mas, apesar do avanço, o grande gargalo para a consolidação da mobilidade elétrica no país está na infraestrutura de recarga, ainda insuficiente e mal distribuída.
📊 O crescimento dos veículos eletrificados no Brasil
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Segundo a ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico), o Brasil superou 250 mil veículos eletrificados em circulação em 2025, um salto expressivo em comparação a 2020, quando o número não passava de 30 mil.
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Só em 2024, foram vendidos 93 mil veículos eletrificados, um crescimento de 90% em relação ao ano anterior.
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Os híbridos flex (etanol + energia elétrica) representam a maior fatia, mas os elétricos puros começam a ganhar espaço com maior variedade de modelos e preços mais competitivos.
⚡ O desafio da recarga
Apesar da expansão, a rede de eletropostos ainda está concentrada em grandes centros urbanos, como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Brasília.
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Estima-se que o Brasil tenha pouco mais de 4.000 pontos de recarga pública, número muito abaixo de países como China (1,8 milhão) e EUA (170 mil).
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Em cidades médias e no interior, a infraestrutura é quase inexistente, o que gera a chamada “ansiedade de autonomia”, um dos principais fatores que freiam a compra de elétricos.
Custos de instalação
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O valor para instalar um eletroposto rápido pode variar de R$ 100 mil a R$ 300 mil, dependendo da potência.
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Postos ultrarrápidos (que recarregam em 20 minutos) podem ultrapassar R$ 1 milhão.
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Isso torna o investimento desafiador para empresas privadas, que muitas vezes esperam incentivos ou parcerias com governos.
🏛️ O papel do governo e das empresas
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O governo federal anunciou em 2024 o Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), que prevê incentivos fiscais e linhas de crédito para montadoras que produzam veículos eletrificados no Brasil.
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Estados como São Paulo e Paraná oferecem redução no IPVA para carros elétricos, enquanto cidades como São Paulo já permitem isenção do rodízio para esses veículos.
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Empresas privadas também puxam a fila: redes de shoppings, supermercados e postos de combustíveis ampliam a instalação de carregadores em estacionamentos.
🌍 O que esperar nos próximos anos?
Especialistas apontam que, até 2030, o Brasil pode chegar a 1,5 milhão de veículos eletrificados, mas isso dependerá diretamente da ampliação da infraestrutura.
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Há planos de parcerias público-privadas para expandir a rede de recarga em corredores rodoviários, conectando grandes capitais.
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Montadoras como BYD, GWM, Toyota e Volkswagen já anunciaram investimentos bilionários em fábricas no Brasil para atender à demanda.
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Se os investimentos em infraestrutura acompanharem o ritmo das vendas, a transição para a mobilidade elétrica pode se consolidar mais rápido do que o esperado.
✅ Conclusão
O crescimento dos veículos eletrificados no Brasil é uma realidade irreversível.
Mas, para que esse mercado alcance todo o seu potencial, é essencial que governo, empresas e investidores avancem juntos na criação de uma rede de recarga acessível, confiável e distribuída em todo o país.
Caso contrário, a mobilidade elétrica seguirá restrita a poucos centros, deixando de beneficiar milhões de consumidores que já demonstram interesse em abandonar os combustíveis fósseis.
👉 E você, acredita que o Brasil está preparado para essa transição?
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