Aneel muda bandeira tarifária para amarela em dezembro: contas de luz ficam menos pesadas
O que ANEEL anunciou
Na sexta-feira, 28 de novembro de 2025, a ANEEL definiu que a bandeira tarifária nas contas de energia será amarela no mês de dezembro.
Isso representa uma redução significativa em relação ao mês anterior, quando vigorava a bandeira vermelha patamar 1.
Concretamente, a cobrança extra cairá de R$ 4,46 para cada 100 kWh consumidos (na bandeira vermelha) para R$ 1,885 por 100 kWh na bandeira amarela.
Em outras palavras: para quem consome energia normalmente, o adicional na conta será bem menor — um alívio para o bolso em pleno fim de ano.
Por que a mudança? Quais os fatores que influenciaram
Hidrelétricas em vantagem graças às chuvas
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A volta do período de chuvas elevou os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas, melhorando a oferta de energia barata.
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Com mais água armazenada, há menor necessidade de acionar usinas térmicas — que encarecem a geração — reduzindo o custo para o sistema de energia e, consequentemente, para o consumidor.
Redução do custo extra para os consumidores
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A bandeira tarifária foi criada pela ANEEL para sinalizar o custo real da geração de energia: quando há abundância hídrica, a cobrança extra diminui; quando há seca/escassez, sobe.

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A troca para bandeira amarela demonstra uma condição relativamente favorável — embora a agência ressalte que o acionamento de termelétricas continua sendo necessário, pois a geração ainda depende de vários fatores.
O que muda para o consumidor — e o que observar
Impacto direto na conta de luz
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Quem consome energia moderadamente terá um desconto efetivo no valor da conta, graças à menor taxa extra aplicada.
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Para famílias maiores ou com alto consumo elétrico (ar-condicionado, aquecimento, eletrodomésticos, etc.), a economia pode ser significativa — especialmente com as contas de fim de ano tendendo a subir.
Hora de repensar o consumo — e aproveitar a folga
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Mesmo com bandeira amarela, vale manter hábitos inteligentes: evitar desperdício, desligar aparelhos desnecessários, revisar consumo intensivo (como chuveiro, ar-condicionado, etc.).
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Boa oportunidade para quem planeja festas de fim de ano ou casa cheia: um menor custo por kWh ajuda no orçamento.
Atenção aos próximos meses — não é garantia eterna
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A bandeira amarela depende diretamente de dados hidrológicos e previsão de chuvas. Se a estiagem voltar, o custo extra pode subir novamente.
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Mês a mês, é importante acompanhar os comunicados da ANEEL antes de relaxar totalmente nos cuidados com consumo e energia.
Por que essa mudança interessa além da conta de luz
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Clima econômico aliviado — em um ano de inflação e custo de vida elevado, qualquer “respiro” nas despesas domésticas ajuda a equilibrar orçamento.
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Incentivo à racionalização do consumo — mesmo com bandeira amarela, controlar o uso de energia é bom para o bolso e para o sistema elétrico como um todo.
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Sinal de alerta para o futuro — a oscilação de bandeiras lembra que a energia no Brasil depende muito da natureza (chuvas, hidrologia) e da gestão de recursos hídricos.
Dicas práticas para os consumidores aproveitarem dezembro
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Revise os aparelhos de maior consumo (ar-condicionado, chuveiro, aquecedor, geladeira) — bons hábitos valem mais com bandeira amarela.
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Aproveite para programar as decorações de fim de ano: luzes, enfeites, iluminação — com menor custo adicional.
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Considere adiar gastos de energia muito elevados — se possível — para 2026, se a bandeira voltar a verde.
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Se for possível, invista em eficiência energética: lâmpadas LED, equipamentos mais econômicos, melhor isolamento térmico/eléctrico.
Considerações finais
A decisão da ANEEL de acionar a bandeira amarela em dezembro de 2025 representa um alívio concreto para milhões de brasileiros.
Mas não é motivo para descuido: trata-se de uma redução temporária do custo extra, condicionada a variáveis naturais (chuvas, reservatórios, geração).
Para o consumidor consciente — e para quem acompanha economia e finanças — este cenário mostra o valor de planejar, consumir com responsabilidade e estar atento às variáveis de mercado.
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