A partir de hoje a nova regra do Banco Central limita a taxa de juros do cartão de crédito a 100% da dívida.
A partir desta terça-feira, 2 de janeiro de 2024, entra em vigor a nova regulamentação para o rotativo do cartão de crédito no Brasil.
A medida, aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 21 de dezembro, estabelece um limite para os juros do rotativo, que agora não podem exceder 100% do valor da dívida.
Por exemplo, se o débito for de R$ 100, o valor corrigido com as taxas não pode ultrapassar R$ 200.
O consumidor entra no rotativo quando paga apenas parte da fatura do cartão, deixando o saldo devedor para o próximo mês.
Essa diferença transforma-se em um empréstimo pessoal de curto prazo, conhecido como crédito rotativo.
Vale ressaltar que a cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) não está incluída nesse cálculo, e não foram estabelecidos tetos para os juros ou as parcelas do cartão de crédito.
A limitação, de acordo com o governo, visa impedir que o valor da dívida cresça de forma exponencial. Em outubro, a taxa média do rotativo do cartão estava em 431,6% ao ano, enquanto o juro parcelado do cartão alcançava 195,6% ao ano.
A implementação da limitação ao valor da dívida é esperada para reduzir o faturamento das instituições financeiras, e o governo tem a expectativa de que a inadimplência diminua com essa medida.
Apesar da mudança, o parcelamento dos cartões de crédito sem juros continua seguindo a forma convencional.
Grandes bancos, no entanto, defendiam ao menos um limite no número de prestações sem alíquotas, argumentando que a alta quantidade de parcelas contribui para a inadimplência.
O Banco Central chegou a cogitar a proposta, mas enfrentou resistência de entidades e do governo federal, que se manifestaram contra a possibilidade.
Foto: INTERNET
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